O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, afirmou hoje que os que criticam seu clube por não pagar tanto por jogadores espanhóis quanto desembolsa por craques estrangeiros como Cristiano Ronaldo e Kaká “não entendem o modelo empresarial”.
“O Real Madrid é um clube em que todo mundo quer influir, muitas vezes com sentimentos. Por isso, nossa perspectiva, mais de empresa, foi mal compreendida às vezes”, explicou Pérez.
O dirigente assegurou que “o Real Madrid decidiu gerar receita investindo em ativos”, que neste caso “são os jogadores”.
“Não acredito que nem o clube nem eu sejamos prepotentes ou arrogantes”, afirmou o presidente do Real, que indicou que muitas vezes “se confunde os termos despesa e investimento” na hora de falar da política de contratações.
“Sei que é difícil explicar em tempos de crise como é essa diferença entre as duas coisas, mas seguir com esse modelo é a única coisa que podemos fazer se quisermos nos manter fiéis à história do clube”, assegurou Pérez, que negou ter recebido críticas do Governo por isso.
Em relação à próxima temporada, Pérez apostou na calma e explicou que “não se poderá fazer tudo em um ano”.
“Nossa equipe terá que lutar, como qualquer outra, mas ao que não estamos dispostos é a ficarmos em um favoritismo que não nos corresponde”, explicou.
Quanto às especulações sobre a suposta contratação de jogadores do rival Barcelona, como Andrés Iniesta e o argentino Lionel Messi, Pérez não fez declarações.
“O Real Madrid nunca teve como objetivo dar um golpe no Barcelona, mas recuperar seu lugar. Nossa obrigação é que a Fifa volte a nos nomear o melhor clube do século”, comentou.
Pérez disse que, no futuro, gostaria de ser lembrado “simplesmente como alguém fiel à história do Real Madrid”.