No Campeonato Brasileiro, o Flamengo tem sofrido com um problema crônico: o fraco rendimento ofensivo, afinal o time só balançou as redes adversárias 21 vezes em 23 partidas, menos de um por jogo.
Apesar do problema, o técnico Ney Franco não pode reclamar da falta de atacantes em seu elenco. O treinador tem como opções Luizão, Obina, Sávio, Horacio Peralta, César Ramirez, Jajá, Fabiano Oliveira e Vinícius Pacheco. Nesta semana, o clube ainda contratou Marcelo para tentar resolver o seu principal problema.
Mesmo com o excesso de alternativas, nenhum destes atacantes conseguiu ainda deslanchar no Brasileiro. O principal artilheiro rubro-negro na competição continua sendo o meia Renato, que marcou cinco gols, e se diz satisfeito atuando em um clube de grande torcida, onde as responsabilidades são maiores.
“Jogar em um clube de massa como o Flamengo é uma panela de pressão constante. Se você perde dois jogos seguidos, as críticas são muito grandes. Mas também se você ganha duas partidas o incentivo também é muito grande” comentou Renato, em entrevista ao programa Redação Sportv.
Há cerca de um mês, no entanto, Renato, viveu uma situação delicada no clube. Assediado pelo Bordeaux-FRA, o jogador foi vaiado pelos torcedores rubro-negros em uma partida contra o Grêmio. Ao marcar um gol naquele jogo, Renato chegou a fazer gestos para os torcedores.
“Fiquei chateado pelo fato de as pessoas acharem que eu queria sair do Flamengo. Eu sempre falei que estava satisfeito no Flamengo. Mas sei que o torcedor é movido pela paixão”, afirmou o meia.
Uma das especialidades de Renato são as cobranças de falta. O jogador garante que não lhe falta empenho para se aprimorar no fundamento. “Treino todo dia trinta ou quarenta faltas e acho que o trabalho está sendo recompensado. Antes também batia faltas, mas não treinava tanto”, disse.