Acreditar na numerologia é crer que cada algarismo tem uma energia diferente. Crença ou não, o fato é que existe um número que vem perseguindo o Flamengo neste Brasileirão: o três.
A derrota por 3 x 0 para o Bahia marcou um jejum de três jogos sem vitória. Amanhã, o Flamengo encara o Atlético-MG no Mané Garrincha para afastar de vez a “uruca” do número que incomoda. “Numa competição como essa, não podemos passar três rodadas sem pontuar ou pontuando pouco, pois voltamos para a situação onde queríamos ter deixado definitivamente”, comentou o técnico Mano Menezes, após treino, no CT do Brasiliense, no Setor de Clubes Sul.
Com ou sem “mandinga”, Cáceres, que estava fora do time há três partidas, treinou entre os titulares, que contou com “cabalístico” três volantes, com Elias e Luis Antônio.
Com 33,3% de aproveitamento e abrindo a zona do rebaixamento, o Flamengo tem dificuldade na armação. “O centroavante quer receber bolas e ela precisa chegar. Em alguns jogos ela até chegou. O time precisa ter qualidade como um todo. Não é porque falta um camisa 10”, avaliou Mano, após declaração de Marcelo Moreno de que o time não conta com um camisa 10.
Usando a favor
Se tudo que tem um lado negativo, há também o positivo. O próprio número três também serve como força. Em Brasília, foram três jogos sem perder “Quando viemos jogar aqui, melhoramos em termos de produção. Se Brasília puder ajudar, ficaremos muito grato mais uma vez”, finalizou.
O técnico Cuca optou por não escalar Ronaldinho Gaúcho na partida de amanhã, contra o Flamengo, no Estádio Mané Garricha. O treinador do Atlético-MG afirma que se trata de uma opção tática, já que o atleta se recuperou de um quadro gripal, mas não vinha treinando normalmente.