O apelido Pirata acompanha Hernán Barcos desde os tempos em que ele defendia a LDU, no Equador. O argentino ainda não entendeu perfeitamente por que recebeu tal alcunha, da qual desgostou a princípio. Hoje, o atacante do Grêmio gosta de ser chamado assim.
“Também não sei”, sorriu o jogador, questionado sobre o motivo de seu apelido. “Diziam Pirata quando cheguei ao Equador. Eu não gostava, porque pirata, na Argentina, é outra coisa, não é coisa boa. Mas diziam Pirata, Pirata, e acabou ficando”, acrescentou.
O nome ganhou força quando Barcos chegou ao Palmeiras, em 2012. “Foi um boom, não tinha nem como mudar. O torcedor do Palmeiras fazia aquele gesto, eu acabei fazendo também, e não teve jeito. No Grêmio, o pessoal gostou, não teve como mudar também.”
Barcos não colocou a mão sobre o rosto, simulando um tapa-olho de pirata, para comemorar a conquista do Troféu Mesa Redonda, da TV Gazeta, mas mostrou orgulho. Eleito para a seleção do Campeonato Brasileiro, celebrou a boa temporada após alguma contestação no Rio Grande do Sul.
Segundo ele, o desempenho no Brasil tem tudo a ver com a forma de que foi tratado. “Desde que cheguei, recebi muito carinho. Isso facilitou minha adaptação, porque não é fácil chegar de fora. Fui abraçado aqui. Por isso, rendi no Palmeiras e no Grêmio”, explicou o centroavante.