Os inexpressivos Auckland, da Nova Zelândia, e Al-Ahly, do Egito, preocupam mais o atacante Fernandão que o badalado Barcelona. O jogador lembra que, para enfrentar o time catalão em uma provável decisão do Mundial de Clubes, primeiro o Internacional precisará passar pela semifinal.
“Todo mundo pergunta sobre o Barcelona, mas nossa cabeça está no Auckland e no Al-Ahly. A estréia é sempre complicada e são times relativamente desconhecidos”, argumentou o jogador. Do outro lado da chave, o Barça pegará o vencedor do confronto entre Jeonbuk Motors, da Coréia do Sul, e o mexicano América.
Se não está pensando no Barcelona ainda, Fernandão também não torce contra o astro da equipe de Frank Rijkaard, o ex-gremista Ronaldinho Gaúcho. “Não torço pelo insucesso de ninguém. Torço pelo meu time, para que o Ceará ou Edinho possam marcá-lo bem”, disse, em tom político.
Quem pode ser a surpresa do Mundial, no entanto, é outro atacante do Colorado, o jovem Alexandre Pato. “Nós que vivemos o dia-a-dia do Internacional já sabíamos que ele era um grande jogador. Ficamos felizes por ele e esperamos que possa nos ajudar”, comentou Fernandão.
Por fim, o jogador do Inter reclamou da maratona nos últimos jogos do Campeonato Brasileiro, em que o técnico Abel Braga não abriu mão de entrar em campo com seus melhores jogadores. “Eu mesmo senti um pouco o adutor da coxa, mas não poderíamos ficar 15 dias sem jogar”, ponderou Fernandão, eleito para integrar a seleção do Nacional.