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Futebol

Felipe sofre lesão semelhante à de Ganso e passará por cirurgia

Arquivo Geral

11/10/2010 21h26

O goleiro Felipe recebeu uma má notícia sobre a lesão que teve na terça-feira, durante um treino do Santos, no CT Rei Pelé. Em um primeiro exame, havia sido diagnosticada uma lesão meniscal. Só que o arqueiro passou por um novo exame nesta segunda, que apontou uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito, similar à que teve Paulo Henrique Ganso, no final de agosto, no joelho esquerdo. Com isso, o goleiro terá que ser operado na próxima quarta e só deve voltar a jogar em seis meses.

“Ele teve uma entorse no joelho, sozinho, quando pulou para pegar uma bola no treino. O Felipe caiu com a perna direita no chão antes da esquerda, de mau jeito. Daí, começou o derrame e houve um inchaço no local, que tornou difícil a avaliação em um primeiro momento. Foi feita a ressonância e confirmou a lesão de menisco, mas devido ao derrame não deu para confirmar se havia lesão ligamentar. Hoje (segunda) deu para ver que ele tem uma lesão no ligamento cruzado anterior e outra no menisco lateral. Igual à do Paulo Henrique”, explicou o médico santista, Rodrigo Zogaib.

Para reparar o dano causado no joelho direito, Felipe será submetido a uma intervenção cirúrgica comandada pelo mesmo médico ortopedista responsável pela cirurgia de Ganso, José Ricardo Pecora. O departamento médico do Peixe irá acompanhar a cirurgia, que será realizada em São Paulo, de perto.

Sobre o tempo de recuperação, Zogaib contou que o cronograma é o mesmo traçado para Paulo Henrique. Só deverá haver alterações no protocolo de recuperação caso haja um problema durante esse período, aumentando desta maneira o prazo para que Felipe volte aos gramados.

“A parte física do atleta ele recupera rápido. Em 30 dias ele vai estar andando muito bem, em 60 dias a musculatura vai começando a ficar adequada e em 90 dias ele estará correndo. Tudo normal. Só que você tem que aguardar a integração desse enxerto ao organismo. Isso demora de seis até sete meses, salve aconteça algum problema no meio do caminho. No entanto, o número ideal é mesmo o de seis meses para que um atleta que pratica esporte de alta performance esteja retornando as suas atividades normais”, concluiu o médico do Santos.

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