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Futebol

Felipe Santana: Sonho europeu e com 2014

Arquivo Geral

13/05/2013 9h36

Felipe Santana é um zagueiro firme. Mas o jogo duro que desfila nos gramados da Alemanha e da Europa está aliado a uma habilidade toda brasileira. Foi assim que ele garantiu o seu Borussia Dortmund nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa. Agora, na decisão do torneio, o defensor se permite sonhar com a taça. Algo inimaginável há pouco tempo no time aurinegro. Nesta entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília, Felipe Santana falou de tudo um pouco. Da chegada à Alemanha e da ajuda dos outros brasileiros do elenco, da motivação do grupo, da saída do craque Mario Götze para o Bayern de Munique, rival de sábado. Os projetos deste ano são todos para culminar na Copa do Mundo de 2014.

 

Como foi sua adaptação à Alemanha, tendo chegado aí tão jovem? A língua e o clima foram complicadores nesse processo?

Sempre que mudamos para morar em outro país é normal sentir algum tipo de dificuldade no início. São costumes diferentes, língua complicada e uma cultura oposta à nossa. Mas, felizmente, fui muito bem recebido aqui no Borussia pelo Dedê (lateral-esquerdo aposentado) e Tinga (volante do Cruzeiro). Nos primeiros dias, eles já me mostraram os melhores lugares para morar, restaurantes que eles frequentavam e tudo isso permitiu que minha adaptação ao país e ao clube fosse muito mais tranquila.

 

Como explicar essa “ressurreição” do Borussia Dortmund, que há seis anos ficava no meio da tabela do Campeonato Alemão e hoje é finalista da Liga dos Campeões da Europa?

Ser finalista da Liga dos Campeões é fruto de um trabalho que diretoria e comissão técnica estão desenvolvendo ao longo dos últimos anos. O Borussia tem uma torcida apaixonada e o que faltava era organização e disciplina para colocar o time de volta aos trilhos. O clube possui uma das melhores estruturas da Europa e uma torcida apaixonada.

 

Qual a importância de se ter no elenco vários jogadores criados na base do clube e outros que criaram uma forte identificação com a torcida?

Não é segredo para ninguém que para um clube de futebol disputar títulos e se posicionar como um dos grandes, é necessário investimento e a realização de um excelente trabalho nas divisões de base. São esses jogadores mais jovens que amanhã se tornarão os craques do time e ídolos que a torcida precisa. Fico muito contente em ver esse trabalho sendo realizado aqui no Borussia e poder fazer parte desse momento do clube.

 

Como está o ambiente do grupo a sete dias da decisão da Liga dos Campeões?

O ambiente é o melhor possível. Temos um grupo muito unido e focado em seu objetivo. Vamos trabalhar forte nesses próximos dias para chegar bem nessa super decisão.

 

Te incomoda não ser titular do Borussia? Como é a sua relação com os seus concorrentes (Hummels e Subotic) e com o técnico Jürgen Klopp?

No começo eu era um dos titulares. Me lesionei e fiquei no departamento médico durante um período e o Subotic e o Hummels ganharam espaço. O time foi campeão com os dois e, como dizem, em time que está ganhando não se mexe. E depois aconteceu o contrário. O Hummels sentiu uma lesão e eu ganhei novamente espaço na equipe. Tenho um ótimo relacionamento com meus companheiros e principalmente com o Jürgen Klopp.

 

A imprensa alemã vem noticiando que você estaria negociando com o Schalke 04. O Mario Götze já foi vendido para o Bayern de Munique, o Lewandowski já expressou a vontade de deixar o clube. Como fica o grupo, que pode ter a consagração máxima e depois ser desmontado?

O grupo não pensa nisso. O Götze é um jogador extremamente qualificado e vem ajudando muito o Borussia nos últimos anos. Nosso foco fica somente em disputar as rodadas finais do Campeonato Alemão e nos preparar bem para a final da Liga dos Campeões.

 

Defender a seleção brasileira é um sonho ou um projeto de carreira? Até que ponto não ser titular absoluto do Borussia atrapalha uma observação melhor do Felipão? Sair do Borussia é uma opção para, quem sabe, ganhar espaço e um dia chegar à seleção?

O Felipão tem olhado com carinho o futebol alemão e um bom exemplo disso foi a convocação do Dante (zagueiro do Bayern de Munique). É claro que é importante estar sempre jogando para buscar essa chance na seleção e é isso que venho buscando no Borussia. Meu foco é disputar a Copa do Mundo e tenho que estar preparado para caso essa possibilidade apareça.

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