Bastante cotado para constar da lista definitiva elaborada pelo técnico Dunga para defender o Brasil na Copa do Mundo da África do Sul, o volante Felipe Melo, da Juventus, não acalenta como principal sonho levantar a taça de campeão nacional pelo clube de Turim ou conquistar o mundo com a camisa verde e amarela. A grande meta do atleta é se tornar diácono (ministro religioso que está no último dos sete anos de estudo) de uma Igreja no Brasil.
“Estou estudando com o objetivo de ser diácono da minha igreja no Brasil, mas, para isso, tenho que mudar várias coisas, tenho que mostrar a cada dia que mudei. Por isso, estou estudando a Bíblia com um pastor brasileiro missionário. Sempre tive fé, mas fazia coisas erradas”, comentou nesta sexta, em entrevista publicada pelo jornal italiano La Stampa.
O jogador revelou que não “sente mais vontade de brigar nas ruas ou em bares” e que Deus foi o responsável por torná-lo um homem mais tranquilo e mais maduro. Por isso, quer retribuir passando os ensinamentos da Igreja às futuras gerações.
Dentro de campo, no entanto, Melo deixou claro que não mudará sua forma de agir. “Não sou atacante, sou meio-campo defensivo. Quando chegam Ronaldinho Gaúcho, Pato, Kaká ou Cassano, nem sempre você consegue tirar a bola de forma limpa, mas não pode deixar que passem. Então faço faltas, mas nunca para machucar”, garantiu.
Às vésperas de se reencontrar com a Fiorentina, seu ex-clube, o jogador, comprado por € 25 milhões pela Juve no início da temporada, assegurou estar ansioso para enfrentar o time de Florença, mas negou que sinta responsabilidade extra por ter custado tanto aos cofres de seu atual clube.
“A única maneira de eu não jogar contra a Fiorentina será se meu treinador (Ciro Ferrara) não quiser me escalar”, brincou. “Minha responsabilidade é a mesma dos demais. O problema é outro: as pessoas acham que o jogador nunca erra, mas nós não somos máquinas. Ninguém é perfeito, exceto Maradona ou Pelé”, concluiu.