Felipe distribuiu sorrisos na manhã desta sexta-feira, pouco depois de ser informado pelo preparador de goleiros Mauri Costa Lima que voltaria à equipe titular do Corinthians contra o São Caetano. Semanas atrás, ele cogitava deixar o Parque São Jorge.
O goleiro ficou irritado porque o técnico Mano Menezes demorou a explicar os motivos para afastá-lo dos jogos após a final da Copa do Brasil. Para Felipe, em um primeiro momento a decisão soou como punição por uma suposta falha contra o Sport – o treinador e ele não consideram assim.
“Foi uma saída chata. Só ouvi o Mano explicar pela TV, o que me deixou triste. O anormal seria se eu aceitasse tranquilamente”, comentou o goleiro, cuja conversa agendada com o técnico foi adiada por diversas vezes. “Mas, depois, ele me disse que eu não era culpado por nada. O que me deu segurança foi o treinador falar que confiava no meu trabalho.”
Antes de finalmente escutar um sermão de Mano Menezes, Felipe chegou a pensar em trocar de clube. “Passou um monte de coisas na minha cabeça. Essa foi uma delas”, relutou em confirmar. “Só que, entre pensar e pedir para sair, há uma distância grande. Sei do meu potencial. Faz um ano e dois meses que estou aqui. Não seria o primeiro problema que me tiraria do Corinthians”, ressalvou.
Cobiçado pelo Fluminense antes de reformular seu contrato, no início do ano, Felipe é constantemente envolvido em especulações. A última se referia a um interesse do CSKA, da Rússia, desmentido por seus empresários. “A gente houve falar muita coisa, mas sou do Corinthians. Quero ficar, mas, se o clube achar que deve vender, qualquer atleta sai. Temos que acatar”, concluiu o goleiro titular do Corinthians.