O técnico Luiz Felipe Scolari segue neste sábado para a cidade de Lucerne, na Suíça, para acompanhar o sorteio das chaves da Eurocopa que será sediada pelo país em conjunto com a Áustria em 2008. A competição, no entanto, pode ser a última do treinador à frente de Portugal.
Com o seu contrato terminando no fim do torneio europeu, o brasileiro convive com boatos sobre a sua saída devido a problemas que teria enfrentando com a Federação Portuguesa após a punição por agressão ao zagueiro sérvio Dragutinovic. Na ocasião, Felipão foi multado pelos próprios portugueses e comenta-se que teve de pagar a sua defesa na Uefa do próprio bolso.
Evitando a polêmica, o treinador desconversa. “O que eu posso falar é o que já falei muitas vezes. Jogamos a Euro 2004 e fizemos um novo contrato. Jogamos o Mundial e fizemos um novo contrato. Antes de qualquer competição, não se deve falar nada e cumprir o contrato. É isso que vamos fazer e a Federação está fazendo também”.
Sobre o sorteio, Scolari descarta cair em um grupo fácil. “Minha expectativa é de que tenhamos adversários que possamos ultrapassar durante o torneio. As 16 seleções são grandes da Europa. É praticamente um Mundial, até com um pouco mais de qualidade. As dificuldades são muito maiores”, respondeu. “Espero que a gente comece até com um pouco de sorte e que o sorteio seja de certa forma melhor para nós”, admitiu.
Nas Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo, Portugal não repetiu a sorte que costuma acompanhar Felipão. Conhecido por cair em grupos mais tranqüilos, como ocorreu quando dirigia o Brasil na Copa do Mundo de 2002, e com os lusitanos na Euro 2004 e Eliminatórias para a Copa 2006 e Euro 2008, o ex-comandante palmeirense, se continuar à frente dos portugueses, terá de encarar Suécia, Dinamarca, Hungria, Albânia e Malta para chegar ao Mundial de 2010.