A federação mexicana de futebol anunciou hoje que o técnico sueco Sven-Goran Eriksson não terá um limite de naturalizados nas convocações da seleção, podendo chamar mais jogadores como o brasileiro Leandro Augusto.
“Não conheço outro limite válido, apenas a qualidade e o compromisso. Quatro jogadores foram chamados nos últimos meses, mas a lista de selecionáveis é grande”, disse Decio de María, secretário-geral da federação mexicana de futebol.
A presença de mexicanos naturalizados na seleção voltou à tona na quinta, quando Eriksson chamou o meia Leandro Augusto, com passagens por Criciúma e Botafogo e que defende o Pumas, para o jogo contra Honduras, pelas Eliminatórias da Concacaf à Copa de 2010, no próximo dia 20.
Ontem à noite, o sueco voltou a surpreender ao convocar o atacante argentino Vicente Matías Vuosso para o lugar de Omar Arellano, lesionado.
Segundo Eriksson, todos que têm passaporte mexicano e qualidade estão em condição de defender a seleção. Ele garantiu que continuará a convocar jogadores nesta situação, a não ser que a federação estabeleça um limite.
Após muitos anos usando apenas jogadores nascidos no país, o treinador Javier Aguirre convocou o argentino Gabriel Caballero para a Copa do Mundo de 2002, na Coréia do Sul e Japão.
Quatro anos mais tarde, o treinador argentino Ricardo La Volpe levou ao Mundial da Alemanha o meio-campo brasileiro Zinha e o atacante argentino Guillermo Franco.
Para o dirigente, este anúncio pode motivar alguns estrangeiros a se naturalizarem para defender a seleção.
“Esse risco sempre existiu. A naturalização não é uma vaga garantida na seleção, eles têm de mostrar sua qualidade”, comentou.