O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) prestou depoimento nesta quinta-feira ao Comitê de Investigação do Senado espanhol sobre o que está sendo feito para conter o racismo dentro dos campos espanhóis. Angel Maria Villar garantiu que está tomando atitudes e que os esforços serão redobrados.
“Os clubes espanhóis e a RFEF irão intensificar seus esforços para erradicar o racismo e a xenofobia. Faremos isso junto dos diretores dos clubes, dos jogadores, das organizações não-governamentais, grupos comunitários e de imigrantes. A existência destes problemas nos impulsiona a fazer qualquer coisa para eliminá-lo".
Ele reafirmou que estão fazendo de tudo, mas também reconheceu o problema existe nos estádios da Espanha. “Nós estamos fazendo o máximo para combater o racismo. Reconhecemos que essa situação significa que temos de redobrar nossos esforços para acabar com esse problema".
Quando questionado sobre o comportamento do técnico da seleção espanhola, Luis Aragonés, – que chamou o atacante francês Thierry Henry de “negro de merda” –, o mandatário do futebol espanhol defendeu o treinador. “Luis Aragonés não é racista, seu comportamento não é racista e isso não causou um aumento da xenofobia nos estádio espanhóis".
Nos últimos anos, a Espanha viu um aumento no número de atos racistas durante o campeonato espanhol. O caso mais emblemático foi do atacante camaronês Samuel Eto’o, do Barcelona, que chegou a interromper uma partida contra o Zaragoza enquanto seus torcedores não parassem de imitar macacos.