Com o time indo mal das pernas em campo, a política nas Laranjeiras começa a pegar fogo. O episódio marcante aconteceu quando o vice-presidente geral, Júlio Domingues, insatisfeito com o estado de coisas reinantes, anunciou de forma oficial que não vai mais apoiar as decisões tomadas pelo presidente Roberto Horcades. O dirigente reclamou de estar sendo esvaziado, fato que foi contestado por Horcades.
“Essa é uma das grandes vantagens da democracia, pois quando uma pessoa discorda do rumo que a administração está tomando, ela tem todo o direito de postular mudanças ou deixar o cargo. Porém, algumas inverdades vêm sendo ditas por ele. Por exemplo, reclamou indevidamente de ter sido esvaziado. Mas o estatuto não prevê que o vice-presidente deve ser consultado em assuntos do departamento de futebol. O estatuto diz que o vice tem como única função substituir o presidente no caso do impedimento do mesmo” declarou Horcades.
Para Roberto Horcades, o Fluminense está pagando o preço de ter um ano político, já que em novembro acontecerão as eleições presidenciais e a tendência é que Júlio Domingues seja um dos principais candidatos de oposição.
“Acho que tudo isso tem motivação política, pois estamos num ano eleitoral. Porém lamento muito o rumo que as coisas estão tomando, já que as eleições só serão em novembro. O momento não é para falarmos de eleição e sim de pensamos em seguir a linha de clareza e transparência que vem fazendo parte do cotidiano do Fluminense nos últimos anos” reclamou Horcades, que evitou anunciar se vai tentar um novo mandato no pleito do fim deste ano.
Quanto aos resultados, o presidente declarou que não existe motivo para as pessoas se desesperarem. “A derrota contra o Volta Redonda, no meu entender, foi um acidente. Contra o Nova Iguaçu metemos três bolas na trave e não conseguimos ganhar. Portanto, acredito que estamos no caminho certo. Tenho certeza de que vamos ganhar do América e acalmar os ânimos – afirmou um otimista Horcades.