Com quase 300 minutos sem balançar as redes, marca que aumentou depois do empate sem gols com o Mirassol no sábado, o ataque do Corinthians começa a sofrer pressão pelo jejum de gols. O treinador Mano Menezes, no entanto, minimizou a marca e frisou que o time vem criando cada vez mais oportunidades de gols, mas admitiu que falta tranqüilidade para converter os tentos.
“Não gosto de comentar o rendimento em cima de um jogo só. Eu sempre disse que a última parte de formação de um time é o ataque, mas nesse jogo tivemos seis chances clarísssimas de gol”, enumerou o comandante. “Lógico que temos nossas carências. Acho que está faltando lucidez na finalização. A equipe insistiu muito pelas laterais, mas não adianta fazer isso contra o time com três zagueiros”, complementou.
Já sobre a atuação do novo ataque corintiano, com Lima e Acosta, o comandante deixou claro que os dois deverão seguir recebendo oportunidades no time titular para ganhar ritmo de jogo, assim como o argentino Herrera, que substituiu Lima na segunda etapa e também está em fase de adaptação no novo clube.
“Eu optei em deixar o Herrera para a segunda etapa porque ele não está em condições ainda. O Lima, como todo mundo sabe, estava a um bom tempo sem jogar e foi normal que aconteceu (a substituição)”, justificou Mano, que também elogiou o meia Everton Ribeiro, que entrou no lugar de Coelho na segunda etapa.
“Ele é um dos jogadores que sempre estão relacionados para jogar. Ele é um meia que trabalha bem por dentro, a equipe melhorou no momento em que ele entrou. Já tínhamos feito isso contra o Paulista e podemos fazer outra vez”, comentou o treinador, lembrando a troca de Everton Ribeiro por Coelho na partida da terceira rodada do Campeonato Paulista e invertida neste sábado de Carnaval.