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Futebol

Falcão diz que Dunga terá que treinar a opinião pública

Arquivo Geral

27/07/2006 0h00

Estreante como técnico na seleção, Dunga assumiu o cargo em situação muito parecida com a de Paulo Roberto Falcão em 1990. O ex-jogador também aceitou o desafio de tirar a seleção brasileira de uma crise, mesmo sem nunca ter treinado uma equipe.

Na Copa de 1990 a seleção chegou apenas às oitavas-de-final. Sob comando de Sebastião Lazaroni, o Brasil foi derrotado pela Argentina por 1 x 0 e sofreu duras críticas. Falcão foi chamado para fazer uma reformulação da equipe. Em 2006, o Brasil parou nas quartas-de-final diante da França, mostrando um futebol apático. Da mesma forma, Dunga terá pela frente a missão de reformular o time.

Para Falcão, Dunga terá de enfrentar principalmente a desconfiança contra novatos. “Muitas pessoas têm preconceito com técnicos estreantes. Como se estreante fosse sinônimo de fracasso. Todos sabemos que treinador experiente também não é sinônimo de vitória. Mas o maior desafio, acho, será ter paciência para exercer o cargo. Muito mais difícil que treinar o time na seleção é treinar a opinião pública”, afirmou o ex-jogador, atual comentarista.

Falcão, que dirigiu a seleção brasilera por pouco menos de um ano, entende que os resultados irão determinar a permanência de Dunga. “A história da seleção mostra que treinadores experientes também saíram quando os resultados eram ruins. E quando falo de resultado não falo apenas de escore. Falo sobre jogar bem ou mal”, disse.

Dunga e Falcão já acumulavam outras coisas em comum. Ambos foram volantes e iniciaram suas carreiras no Internacional. Passaram também pelo futebol italiano.

Mais técnico, Falcão teve mais sucesso nos clubes que passou: tornou-se o principal jogador da história do Inter, ganhando três títulos brasileiros na década de 70. No Calcio, Falcão também fez história, conquistando o título italiano em 1984. Dunga passou cinco anos na Fiorentina. Atuou bem no clube, mas não conquistou títulos. Ele encerrou a carreira como jogador no mesmo time que o revelou, em 1999.

Sob o comando de Falcão, o Brasil disputou 17 jogos. Ganhou seis, empatou sete e perdeu quatro. Fez 22 gols e sofreu 18. O fim do seu período à frente da seleção veio com a derrota por 3 x 2 para a Argentina, na final da Copa América, em 1991. Ele ainda dirigiu a seleção mexicana antes de se tornar comentarista de TV e apresentador de um programa de rádio no Rio Grande do Sul.

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