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Futebol

Fábio Costa terá de indenizar jornalista mineira

Arquivo Geral

18/10/2006 0h00

O juiz da 27ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, Luiz Artur Rocha Hilário, condenou o goleiro Fábio Costa, atualmente no Santos, a pagar uma indenização por danos morais, no valor de R$ 15 mil, a jornalista mineira Ana Paula Damasceno, que foi agredida verbalmente pelo jogador após o empate, por 3 x 3, entre Atlético-MG e Corinthians, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 9 de maio de 2004.

Na ação, a jornalista alegou que abordou o jogador na saída do vestiário, solicitando uma entrevista para a TV Horizonte, onde trabalhava na época. O jogador teria se negado a conversar com a repórter. O auxiliar do cinegrafista, que acompanhava a jornalista, diante da negativa do jogador, fez uma crítica referente ao comportamento do atleta com a imprensa.

Ao ouvir o comentário, o jogador tentou agredi-lo fisicamente. Seguranças presentes impediram a agressão. Alterado, o jogador passou então a fazer ataques verbais à jornalista, fazendo referência a sua conduta sexual, profissional e à cor dos seus cabelos.

Além disso, o jogador, em outras entrevistas, acusou a jornalista de querer ‘aparecer para ver se conseguia um emprego em São Paulo’. Fez novamente referência à cor dos cabelos da jornalista, tentando dar a impressão de que ela tentou assediá-lo, chamou-a, ainda, de ‘maria-chuteira’ (mulheres que buscam se relacionar com jogadores de futebol).

O acontecido causou repercussões negativas na vida da jornalista. “Essa marca negativa me acompanha até hoje”, diz a jornalista. De acordo com o juiz da 27ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, as ofensas citadas, configuram-se, indubitavelmente, a prática do crime injúria, previsto no Código Penal Brasileiro e é passível de indenização.

“A confirmação foi possível graças ao depoimento de duas testemunhas, também jornalistas, que presenciaram a agressão e pela confirmação do réu da ocorrência da discussão com a jornalista”, explica Hilário, ressaltando que a decisão, por ser de 1ª Instância, está sujeita a recurso.

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