A carreira de Luis Suárez no futebol nem sempre foi marcada por glórias. Quando ainda atuava no Uruguai, o jogador quase foi mandado embora do Nacional, após seu mau começo. O então treinador de atacantes, Ruben Sosa, relembrou a época, e deu detalhes de como o atleta já mostrava determinação e vontade de brilhar no esporte.
“O Nacional queria mandar o Suárez para casa. Como somos uruguaios, aqui há mais técnicos que jogadores, diziam que não podia, que não marcava muitos gols, e errava, pois eram cinco ou seis gols perdidos por jogo”, relatou à EFE.
Apesar do mau momento e da pouca experiência, visto que na época tinha apenas 18 anos, o artilheiro não deixou de se dedicar, fato que chamou a atenção de Sosa.
“Era uma criança que continuava chutando ou cabeceando a bola, não queria nunca deixar o treinamento. Apesar de não ter uma habilidade enorme, tem a virtude de que não desiste até o último minuto e se faz três gols, quer marcar o quarto. É um dos melhores jogadores do mundo graças à sua força mental”, exaltou.
Hoje, “El Pistolero” é referência e um dos melhores camisas 9 em atividade. Na disputa do último Mundial de Clubes, Suárez foi às redes cinco vezes, batendo o recorde de mais gols marcados em uma edição do torneio, e levou o prêmio de melhor jogador.