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Futebol

Ex-presidente gremista explica sobre multa rescisória de Jonas

Arquivo Geral

24/01/2011 14h45

O Grêmio ainda está grogue, como um boxeador recém nocauteado, após ver o atacante Jonas deixar o clube por menos de R$ 3 milhões. A decisão do jogador de ir para o Valencia, da Espanha, pegou a direção de surpresa. Clube e jogador negociavam a renovação de contrato. O Tricolor tentava cobrir uma proposta salarial do futebol russo, mas atuar no país campeão da Copa do Mundo convenceu o artilheiro do Brasileirão 2010 que era hora de sair.

Em entrevista coletiva concedida pelo vice-presidente de futebol gremista, Antônio Vicente Martins, nenhuma crítica à decisão de Jonas. As reclamações recaíram sobre a gestão passada. No início de 2010, o camisa sete e os dirigentes renovaram contrato até o fim deste ano, fixando multa rescisória em 1,25 milhão de euros (cerca de R$ 2,8 milhões).

Pego de surpresa com o fato, o ex-presidente Duda Kroeff, responsável pelo acordo vigente com o atleta, se justificou. “O jogador e empresário queriam muito menos. Eles diziam que já estavam indo para a Grécia”, declarou à rádio Gaúcha.

 

Kroeff ainda tentou ver um lado positivo na questão. “Na época, talvez, ele não valesse tanto. O Grêmio receberá esse valor por 50% dos direitos, pelo o que me lembro. Naquela época, não parecia tão pouco assim”, explicou.

Os direitos sobre Jonas estavam fatiados em três partes. O Grêmio possuía 50%, o Santos ainda tinha 20% e o jogador, 30%.

 

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