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Futebol

Ex-jogador Bobô e mais quatro são indiciados por tragédia na Fonte Nova

Arquivo Geral

22/01/2008 0h00

Nesta terça-feira, foram anunciados os primeiros desdobramentos na justiça da tragédia ocorrida no Estádio da Fonte Nova em novembro, quando sete pessoas morreram com o desabamento de parte da arquibancada.


 


Cinco autoridades foram indiciadas pelos incidentes durante a partida entre Bahia e Vila Nova-GO: o ex-meia e diretor superintendente da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Raimundo Nonato Tavares, Bobô; Virgílio Elísio, diretor técnico da CBF; Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Baiana de Futebol; Petrônio Barradas, presidente do Bahia, e o engenheiro da Sudesb, Nilo Santos Júnior.


 


A medida foi divulgada pela delegada Marilda Marcela da Luz juntamente com a conclusão do inquérito realizado pela Polícia Civil sobre os problemas no principal estádio baiano, que será demolido.


 


Bobô, Virgilio Elísio, Ednaldo Rodrigues e Petrônio Barradas foram enquadrados como homicídio doloso (com intenção) por não terem evitado o desabamento. A pena é de 12 a 30 anos de prisão. O engenheiro Nilo, por sua vez, está como homicídio culposo (involuntário, de 4 a 12 anos de pena), pois não poderia solicitar a interdição da Fonte Nova, apesar de o inquérito apontar o seu conhecimento sobre a possibilidade da arquibancada ceder.


 


Apenas um dos que poderiam ser indiciados não foi enquadrada como responsável por homicídio: a juíza da 2ª Vara de Defesa do Consumidor, Lícia Pinto Fragoso, que teve acesso em janeiro de 2006 a um relatório do Ministério Público que reprovava as condições do estádio. De acordo com a delegada Marilda, Lícia foi considerada omissa.


 


Os processos serão encaminhados ao Tribunal de Justiça nesta quarta-feira.

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