Em 2001, São Caetano e Atlético Paranaense faziam a final do Campeonato Brasileiro em dois jogos que entraram para a história dos clubes, especialmente do Furacão, que levantou a taça naquele ano. Neste sábado, às 16h20 (de Brasília), no Estádio Anacleto Campanella, as duas equipes se reencontram em um momento decisivo, agora pela Série B.
Em jogo estará uma das vagas para retornar à primeira divisão. A vantagem é do Rubro-negro, que está um ponto à frente na classificação, dentro do G-4. Na quinta colocação, o Azulão quer fazer valer o mando e inverter essa situação para as rodadas finais, quando dependeria apenas de suas forças para garantir o acesso.
A missão de levar o São Caetano de volta à Série A pode ficar nas mãos do interino Aílton Silva, que assumiu a equipe no lugar de Émerson Leão e já conseguiu um resultado animador, com uma vitória diante do Vitória, fora de casa. É pensando nos três pontos diante dos baianos que o time do ABC Paulista entra em campo, reforçado pelo retorno do zagueiro Wagner e do meia Marcelo Costa.
O Atlético-PR teve uma das arrancadas mais expressivas na competição, especialmente no segundo turno. O técnico Ricardo Drubscky, que assumiu a equipe em duas oportunidades diferentes na Série B, conseguiu montar uma base sólida e, mesmo enfrentado alguns desfalques pelo caminho, encontrou alternativas. Tanto que o meia Paulo Baier, antes peça fundamental, agora é uma opção de luxo no banco.
Para encarar o Azulão, segue o time que venceu em casa na última rodada o Guaratinguetá. “A equipe é a mesma que jogou o último jogo. Só se alguma coisa impedir alguém de jogar. Então, é o mesmo time que enfrentou o Guaratinguetá”, afirmou o treinador rubro-negro.
Em relação à partida, Drubscky admite que o clima de euforia – os ingressos para visitantes foram esgotados – pode contagiar os jogadores, mas pede foco para atingir o objetivo. “O entorno do jogo, o ambiente, tem todos os ingredientes de uma final e não é à toa. As duas equipes estão próximas e buscando o mesmo objetivo. Estamos dentro de um contexto e não tem como se isolar e esquecer o que tem a nossa volta. Fazemos referência, já vimos imagens de 2001. Mas para vencer esse jogo temos que ser a equipe de 2012”, concluiu.