Cerca de 50 atuais e ex-atletas campeões mundiais pela seleção brasileira se reuniram na noite desta quinta-feira em São Paulo no evento que marcou o lançamento da Associação dos Campeões. A entidade foi idealizada e organizada pelo empresário Marcelo Neves, filho do ex-goleiro Gilmar dos Santos Neves, que defendeu o patrimônio canarinho nas Copas de 1958 e 62.
“O que mais queremos é o reconhecimento a esses campeões. O Brasil só é pentacampeão porque ganhou os primeiros títulos lá atrás. Queremos enaltecê-los e valorizá-los. Vamos reintroduzí-los ao mercado. Durante a Copa, eu estive na Alemanha e vi propagandas com ex-jogadores, como o Gerd Müller e o ex-goleiro Schumacher. Aqui, no Brasil, só aparecem os atuais atletas”, explicou Marcelo Neves.
O objetivo da Associação é brigar pelos direitos dos campeões. A entidade, inclusive, já entrou com pedido na CBF para assegurar aos associados um plano de saúde vitalício (que inclua a família). Além de garantir a segurança clínica dos campeões, Neves explica a necessidade de resguardar também os direitos de imagem.
“O nome do meu pai aparece em um jogo de vídeo game e ninguém pagou nada a ele, nem mesmo avisaram”, indigna-se. Ao todo, 82 atletas sagraram-se campeões mundiais pela seleção brasileira de futebol. No entanto, apenas cerca de 50 deles se inscreveram na Associação, como Gilmar, Nilton Santos, Bellini, Pepe, Coutinho, Felix, Gerson, Rivelino, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Zetti, Dunga, Jorginho, Branco, Ricardo Rocha, Bebeto e Aldair, entre outros.
No evento desta quinta-feira, a entidade promoveu um leilão de bolas de futebol personalizadas por pessoas ilustres, como Pelé, Giorgio Armani, Gustavo Borges e Chico Buarque. O técnico da seleção, Dunga, não escondeu a satisfação em ver ex-jogadores se unindo.
“Foi uma idéia brilhante do Marcelo e do Gilmar de unir todos os campeões. É uma forma de resgatar a história do futebol brasileiro dando um reconhecimento aos campeões. Eu me sinto muito orgulhoso porque sou fã desses jogadores que aqui estão”, afirmou o comandante, que foi um dos principais incentivadores em prol da formação do grupo.
O próximo passo da Associação será o lançamento de réplicas das camisas utilizadas pelo Brasil nas Copas de 1958, 62, 70, 94 e 2002. “Serão réplicas fabricadas pelos mesmos fabricantes da época. Serão apenas 500 exemplares de cada jogador”, explicou Neves.