O Parlamento Europeu rejeitou nesta quinta-feira uma nova proposta de limitação no número de jogadores estrangeiros em partidas de futebol. O plano foi apresentado por Joseph Blatter, presidente da Fifa, e previa a utilização de pelo menos seis jogadores ‘nacionais’ entre os titulares das equipes.
Batizada de “regra 6+5”, a medida foi vetada por 518 votos dos legisladores da União Européia – apenas 49 deram aval positivo. A proposta foi uma tentativa de Blatter de responder à lei vigente na Europa, que solicita a inscrição de um número mínimo de jogadores revelados pelos próprios clubes. Segundo a Fifa, tal regra incentiva a busca por jogadores cada vez mais jovens em outros mercados.
“O parlamento solicita a seus membros e associações esportivas que não introduzam novas regras que criem discriminação baseada em nacionalidade, como a 6+5 da Fifa”, diz a resolução do Parlamento Europeu. “Pedimos que reconheçam a legalidade de medidas que favoreçam a promoção de jogadores de sistemas de treinamento, como a cota de revelados locais, independente de suas nacionalidades”, acrescenta o texto.
Os eleitores da proposta demonstraram bastante insatisfação com a sugestão de Blatter, que iria limitar as negociações de clubes com mercados americanos, asiáticos, africanos e de países europeus não-aliados à União Européia. “Não podemos voltar à era anterior à Lei Bosman. Um jogador profissional é um trabalhador e deveria ser tratado como qualquer outro trabalhador”, afirmou Mnolis Mavromatis, representante grego na assembléia.
Michel Platini, presidente da Uefa, pronunciou-se contrário à proposta da Fifa, por considerar a causa perdida – a UE permite leis de livre movimentação de trabalhadores entre seus países-membro. Blatter ainda estuda aplicar o plano através de acordo com clubes e federações, mas as chances ainda são remotas.