Ídolo do clube nos anos 90 e responsável por evitar a queda do time à Segunda Divisão nacional em 1999, ao marcar o gol da vitória sobre o Palmeiras, Dunga, ex-volante colorado e atual treinador da seleção brasileira, acompanhou a delegação campeã do mundo no retorno ao Brasil. No desembarque em Guarulhos, o comandante do selecionado brasileiro exaltou a importância da conquista colorada no Japão, valorizada ainda mais por ter sido sobre o poderoso Barcelona.
“É um privilégio acompanhar o trabalho destas equipes. Só se surpreendeu com o Inter aquele que não acompanha o time. O mérito é todo do futebol brasileiro”, ressaltou Dunga, que declarou ainda que o título foi ainda mais merecido por ter sido sobre a “seleção” do Barcelona. “Ganhar é muito bom, não interessa o adversário. Mas jogar contra uma seleção como o Barça, é ainda melhor”.
Dunga também disse que o complexo de inferioridade do Brasil em decisões contra equipes européias deve ser esquecido, principalmente pela qualidade das equipes nacionais. “A gente sempre subestima o potencial do futebol brasileiro. Na teoria, o jogo é fácil, mas dentro de campo é sempre mais difícil”, analisou. “Mais uma vez mostramos que o futebol é equipe. O coletivo sempre vai falar mais alto”, explicou, referindo-se ao trunfo do conjunto do Inter e à filosofia que vem tentando implantar na seleção brasileira.
Quem também concorda com o treinador da seleção é seu companheiro de profissão e agora campeão mundial, Abel Braga, que ressaltou o aspecto de “seleção do mundo” do Barcelona e deu a receita utilizada para conseguir o inédito título mundial ao clube de Porto Alegre.
“O favoritismo deles era muito grande. De 23 jogadores inscritos, 21 eram de seleção e 14 destes estrangeiros. Era até desproporcional entrar em campo contra eles. Tínhamos que defender primeiro e provocar o erro do Barcelona. Foi isso que fizemos”, explicou Abel. “Esse clube é muito forte e provou que tem grandeza e estrutura por trás”, completou.