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Futebol

Estevão vai à justiça e critica elenco

Arquivo Geral

15/10/2013 9h00

Derrotado em campo e rebaixado para a Quarta Divisão do Brasileiro, o Brasiliense não pensa em disputar a Série D no ano que vem. Segundo o mandatário do clube, Luiz Estevão, a decisão de procurar a Justiça é motivada pelo próprio regulamento. “Em 4 de junho, a CBF emitiu um documento chamado D/TEC (Diretriz Técnica) incluindo o Rio Branco na competição e que três clubes seriam rebaixados. 

 

Porém, o regulamento não pode ser modificado. Até porque a CBF deveria entrar em contato com todos os clubes do grupo  e não aconteceu. Os advogados com quem conversei me disseram que o que rege é o regulamento”, afirmou.

 

Para não cair, o Brasiliense se  apoia no artigo 15 do regimento do Campeonato da Série C, que diz que  somente os dois últimos colocados de cada grupo rebaixariam. O artigo se confronta com a D/TEC emitida pela Diretoria de Competições da entidade máxima do futebol nacional. Porém, o documento emitido pela entidade   fere o Estatuto do Torcedor, que em seu artigo 9 diz que o regulamento definitivo da competição não deve ser alterado.

 

Cabeças vão rolar

O pífio rendimento do clube na Série D deixou o homem forte do Brasiliense irritado com seus jogadores. No final deste ano, o contrato de 12 jogadores se encerram, sendo que alguns podem ser rescindidos antecipadamente e poucos serã prorrogados. “Com certeza terá mudanças. Esse time não teve condições técnicas para se classificar para a próxima fase”, comentou.

 

Quem saiu bem após a situação ruim do clube, foi o técnico Gueldini, que deve ficar para a Copa Verde e Candangão 2014. “Ele permanece. Gueldini não veio para apagar incêndio. Não sei porque estão dizendo isso. Ninguém aqui o chamou para fazer um esforço maior”.

 

O ex-treinador do Jacaré, Roberto Fonseca, acredita que faltam profissionais experientes para gerir o departamento de futebol. Luiz 

 

Estevão, no entanto, tem uma visão totalmente diferente. “Não é esse o nosso problema (gestão). E sim o desempenho dentro de campo. O Brasiliense é um clube excepcional, paga tudo em dia, cumpre todos os seus deveres com os jogadores. O que aconteceu foi incompetência”, alfinetou.

 

Grupo sentiu a troca

Com contrato vencendo no final do ano, o goleiro Welder é um dos jogadores que aguardam a definição de Luiz Estevão. “Por enquanto não posso falar nada sobre contrato, mas ele se encerra em dezembro. Estou esperando me ligarem para saber quando vamos conversar e o que vai acontecer”, comentou.

 

Apesar do rebaixamento e das horríveis apresentações do Brasiliense, o goleiro foi um dos que pouco conseguiram se destacar. “No individual, tive um bom ano, consegui ser reconhecido pelo meu trabalho. Mas fico triste pelo que aconteceu com o clube”, comentou. Segundo o goleiro, o fato de os resultados não terem vindo  não tem relação com problemas no elenco entre jogadores. “O ambiente do Brasiliense neste ano foi muito bom. O que aconteceu foi que perdemos muitos pontos em casa. E também teve a troca do treinador faltando um jogo”.

 

Surpresa ruim

Para o goleiro, experiente no clube, a troca por Gueldini não foi muito bem assimilada pelos jogadores. “Alguns ficaram surpresos com a demissão do Roberto. Jogadores que não estão acostumados com o Brasiliense. Para mim, não mudou absolutamente nada, pois já tinha passado pela mesma situação outras vezes”, revelou. (M.E.P.)

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