Relegado ao estágio de reserva graças ao crescimento dos garotos Wendel e Francis, o volante Marcinho Guerreiro, antes ídolo e titular absoluto do meio-campo palmeirense, também está perdendo espaço para Roger Bernardo, seu substituto e um dos melhores em campo na vitória sobre o São Caetano, no último sábado.
Apesar de não viver um bom momento, o jogador conta com a simpatia do técnico Tite, fã declarado do antigo dono da camisa cinco. Questionado a respeito da fase atual de Guerreiro, o treinador associou a fracassada negociação com o futebol francês como um dos problemas que abalaram o jogador.
“O Marcinho Guerreiro foi meu jogador na seleção paulista e é uma pessoa de muito caráter. Ele tinha uma negociação fechada e a independência financeira garantida, mas viu a transação não dar certo e isso atrapalha qualquer um com planos”, argumentou.
A “coincidência” com o aparecimento dos novos volantes também apareceu nas justificativas de Tite para o fato do ex-ídolo da torcida permanecer como opção no banco de reservas.
“Quando ele voltou a ficar focado no Palmeiras, o Francis era meu titular. Ele esperou, jogou e foi expulso (contra o Santos). Voltou de novo, levou o terceiro amarelo e agora apareceu o Roger Bernardo. As coisas não estão acontecendo, mas ele sabe que conta com o equilíbrio e o apoio do treinador, pois tenho muita confiança no Marcinho”, garantiu.
Se o treinador deu moral para Marcinho, os concorrentes de posição praticamente o endeusaram. Roger Bernardo, à frente de Guerreiro no momento, classificou o antigo titular como um exemplo a ser seguido.
“Adoro ver o Marcinho jogando e, para mim, essa situação (deixá-lo no banco) é boa e ruim. Gosto de ver a garra que o Marcinho tem e o considero um dos melhores volantes do Brasil. Às vezes, tento fazer em campo o que ele faz”, admitiu.