Há uma grande discussão sobre a importância dada ao técnico de um time. Alguns consideram tal função desvalorizada. Outros acreditam que os treinadores têm um papel muito importante e devem ser os mais bem remunerados em seus clubes. Porém, dois técnicos da nova geração estão com os dois clubes grandes que vivem sob pressão tanto interna (diretoria) quanto externa (torcida).
Rebaixado para a Série B do Brasileiro em 2012, o Verdão tem Gilson Kleina no comando. Com passagem pelo Gama e excelente fase na Ponte Preta, ele pode até ser uma espécie de revelação, mas conhecido não é. No Flamengo, o corte de gastos fez com que o clube fechasse com Jorginho. Excelente lateral-direito, porém como técnico… fez um bom trabalho no Figueirense em 2011.
Sem emprego
Enquanto isso, nomes como o de Joel Santana, Emerson Leão, Celso Roth, Alexandre Lopes, Renato Gaúcho estão na amargura do desemprego.
“Não é porque o cara é velho ou novo que ele é melhor ou pior. Estou há muito tempo sem ser treinador, mas não desisti da carreira. Apenas, graças a Deus, não tenho a necessidade de estar sempre trabalhando como técnico”, observou Renato Gaúcho, em entrevista ao Jornal de Brasília, por telefone. Ele não quis confirmar, mas deu a entender que foi procurado pelo Flamengo.
Joel Santana parece não ter entendido a reportagem e foi curto ao comentar a situação. “Muitos me taxam como ultrapassado. Mas não estou não. Propostas não faltam. Agora, me dê licença”, disse.
A respeito das escolhas das diretorias
Emerson Leão endossa a lista dos treinadores que estão desempregados. Porém, ele faz uma análise um pouco diferente. “O Gilson Kleina talvez teria saído se continuasse a diretoria antiga do Palmeiras”, opinou. “Hoje, as diretorias de Flamengo e Palmeiras são formadas por pessoas novas no futebol. Então, é comum que apostem em técnicos chamados de promissores”, continuou.
“Se o critério é o correto, só podemos saber com o tempo. O único critério existente no futebol é que quem vence é bom e quem perde corre risco de ser demitido”, concluiu.
“Não abaixo o meu preço”
Renato Gaúcho comentou também sobre a interferência da fragilidade financeira nas contratações. “Cada clube tem uma situação particular. Sei do meu valor e não vou me sujeitar a qualquer proposta sem um mínimo de planejamento. Aprendi uma coisa na minha carreira. Não me meto em roubada mais porque no fim a culpa é sempre do técnico”, desabafou.