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Futebol

Escrita de novatos na competição é mantida com Ney Franco

Arquivo Geral

27/07/2006 0h00

Pela terceira vez consecutiva, o título da Copa do Brasil fica nas mãos de um técnico em busca de afirmação no cenário nacional. Desde que Wanderley Luxemburgo comandou o Cruzeiro no título de 2003, apenas novatos conseguiram faturar o segundo troféu mais importante do país.

Em 2004, quando o Santo André bateu o Flamengo, quem estava no banco era Péricles Chamusca. No ano seguinte, Vagner Mancini conduziu o Paulista de Jundiaí à taça na decisão contra o Fluminense.

Desta vez, o campeonato ficou nas mãos de Ney Franco. O treinador chegou ao Flamengo pelo bom trabalho apresentado no Ipatinga, que surpreendeu ao desbancar o Cruzeiro e conquistar o título mineiro dom ano passado.

Neste ano, Ney Franco foi vice-campeão estadual com o mesmo Ipatinga e chegou à semifinal da Copa do Brasil com o time mineiro, despertando interesse do Rubro-Negro, que o escolheu para substituir o demitido Waldemar Lemos para a final da competição.

O treinador se considera um estrategista. Para ele, 80% do trabalho de um técnico se baseia na tática. E foi na tática que Ney conseguiu a vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, no primeiro jogo, quebrando uma seqüência de quatro partidas sem vitória flamenguista sobre o rival.

Na ocasião, surpreendeu o técnico vascaíno, Renato Gaúcho, ao escalar o time no esquema 3-6-1, trocando de última hora o atacante Ramirez pelo zagueiro Fernando. “Ele é diferenciado e estará conosco por muito tempo”, afirmou Kleber Leite, vice-presidente de futebol do Flamengo.

Toró, que foi substituído ainda no primeiro tempo do jogo decisivo, também elogia o comandante. “Sou muito grato por tudo o que ele fez por mim. Eu estava chegando forte, com muita disposição, e poderia ser expulso (já tinha cartão amarelo). Foi uma boa escolha (a substituição)”, comentou.

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