O afastamento de Zé Roberto do Botafogo sob a alegação de atos indisciplinares ainda deve ter mais capítulos nos próximos dias. Acusados pelo vice-presidente de futebol Carlos Augusto Montenegro de estimular o meia a cometer as indisciplinas, os representantes de Zé Roberto rebatem afirmando que o clube deve ao jogador.
“O Carlos Augusto Montenegro e o (presidente) Bebeto de Freitas ficam dizendo que não conseguiam falar comigo e meus sócios, mas a verdade é que desde o início do ano nós realizamos pelos menos três reuniões e eles sempre faziam promessas que não eram cumpridas, como o pagamento de um valor de luvas a que o jogador tinha direito”, conta o empresário Antonio Amorim.
O agente também alega que a decisão de afastar Zé Roberto foi uma resposta à assinatura de um contrato do meia com o Vila Rio, clube administrado por uma empresa chamada Hability. “Com esse contrato, firmado dentro do período de seis meses que antecede o término do compromisso com o clube, conforme estabelece a legislação, o Zé Roberto recebeu uma boa soma em dinheiro e ainda ficou com os direitos de 30% sobre qualquer transação que a Hability realizasse”.
Amorim também tenta provar as suas informações comparando o comportamento do meia com o de outros jogadores. “De fato, o Zé Roberto chegou atrasado ao treino, mas isso já havia acontecido outras vezes e também com outros jogadores do elenco e nunca afastaram ninguém por causa disso. O pessoal do Botafogo usou aquela situação para se livrar do atleta e ao mesmo tempo jogá-lo contra a torcida”, acusa.