Último colocado do Campeonato Brasileiro, o Fluminense ficou sem água em sua sede. Por falta de pagamento, o corte no abastecimento do clube foi definido nessa quarta-feira pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), presidida por Wagner Victer, conselheiro do Tricolor carioca.
Apesar da decisão de sua empresa, Victer garante que a solução está próxima e prevê a volta do fornecimento nos próximos dias. O valor da dívida, no entanto, é mantido em segredo. “O clube já está procurando a área comercial da Cedae para regularizar a situação”, disse Victer ao O Globo.
O presidente da Cedae avisa que outras equipes do Rio de Janeiro podem ter o fornecimento de água cortado. E ele promete não facilitar para o time das Laranjeiras por ser torcedor do Fluminense, mesmo admitindo estar chateado por ter de prejudicar um clube do qual é sócio e conselheiro.
“Nós, da Cedae, não tratamos clientes de maneira diferenciada. Como torcedor e conselheiro do Fluminense, fico com meu coração entristecido. Mas a Cedae não pode aliviar uma falta de pagamento nem se for na casa da mamãe. Imagina se vamos fazer isso com o clube do coração”, completou Victer.
A expectativa é de que os sócios do Fluminense voltem a ter o abastecimento de água ainda nesta quinta-feira. Às 21h45 (de Brasília), o time comandado por Cuca joga por empate sem gols ou em 1 a 1 com o Alianza Atlético, do Peru, no Maracanã, para ir às quartas de final da Copa Sul-americana.