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Futebol

Emoção marca enterro do goleiro Weverson

Arquivo Geral

11/08/2006 0h00

O goleiro Weverson, quarto reserva do São Paulo para a posição em 2006, foi enterrado hoje à tarde no cemitério Congonhas, zona sul da capital paulista. O jogador morreu nesta madrugada em um acidente automobilístico na rodovia Régis Bittencourt. Na mesma ocorrência, veio a falecer também a jogadora de vôlei Natália Lane, do Finasa/Osasco.

Os principais dirigentes do São Paulo e o elenco de profissionais do clube compareceram ao cemitério. Atletas como o atacante Leandro, o ala Souza e o meia Richarlyson, além do preparador físico Carlinhos Neves, não conseguiam esconder a emoção. Até o atacante Ricardo Oliveira, que tinha viagem marcada para a Espanha nesta sexta-feira, cancelou o seu vôo para prestar suas últimas homenagens ao companheiro.

Mais de 200 pessoas, entre parentes, amigos, torcedores e curiosos compareceram ao cemitério para o sepultamento. Coberto com as bandeiras do São Paulo e do Pequeninos do Jockey – clube amador onde o goleiro deu seus primeiros passos no futebol –, o caixão de Weverson foi enterrado por volta das 17h. Bastante emocionados, os pais do jogador, Marcos Cícero Saffiotti e Rita Roxana Maldonado Saffiotti, não chegaram a falar com os jornalistas.

Weverson Eron Maldonado Saffiotti estava no São Paulo desde 2003, quando chegou para integrar o elenco do infantil. No entanto, acabou subindo de categorias rapidamente e chegou neste ano aos profissionais, como quarta opção do técnico Muricy Ramalho, depois da sua participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Natural de Caraguatatuba, litoral norte paulista, o jogador completaria 20 anos no próximo dia 20 de janeiro.

“Não temos palavras para confortar a família e os atletas que trabalhavam com ele”, disse o preparador de goleiros das categorias de base, Luiz Baptista da Silva Júnior, o Luizinho. De acordo com o profissional, Weverson estava vivendo em um sonho nos profissionais do São Paulo – sonho que foi interrompido com o acidente desta sexta.

Luizinho destacou a admiração de Weverson por Rogério Ceni, jogador com quem até treinava faltas durante os trabalhos do Tricolor. “Ele procurava sempre se espelhar no Rogério Ceni. Ele estava no céu, jogando em um clube como o São Paulo e treinando ainda ao lado do maior ídolo. Era um sonho para ele”, afirmou o preparador de goleiros.

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