Depois da transferência da conturbada Juventus para o Real Madrid, o volante Emerson ainda não mostrou o futebol seguro que o consagrou nos gramados italianos. Ele admite que a má fase pela qual passa o Real não colabora, mas nega que a pressão vinda das arquibancadas esteja atrapalhando o desempenho em campo.
“A pressão é parte da minha vida. Não me incomoda. Jogo no Real Madrid e sei que tenho que melhorar muito. Somos uma equipe nova, com novos jogadores, e isto é normal”, disse o brasileiro, em entrevista ao jornal espanhol As. “Sei que aqui os resultados têm que chegar rápido, mas isto é parte do futebol. Para mim, não é um problema. Já me aconteceu em minhas equipes anteriores e isso me dá mais força para trabalhar".
Segundo o brasileiro, o renovado grupo merengue deve melhorar assim que os jogadores se entrosarem e entrarem mais confiantes para as partidas. Mas esta melhora só deve acontecer com o batuta do técnico Fabio Capello, pelo qual Emerson boa a mão no fogo. Ele garante que, no time do treinador italiano, nem ele nem ninguém tem vaga assegurada.
“Há seis anos que trabalho com Capello e ele me conhece muito bem. Estivemos em equipes diferentes e ganhando títulos, com os da Juve que nos tiraram por outros motivos. Sei que ele confia em mim, mas tenho que ganhar a confiança em campo. Eu não assinei para ser titular, mas para ser parte de uma equipe na qual o treinador decide quem joga”, garantiu.
Em um elenco cheio de brasileiros, Emerson sabe que um deles não vem atravessando seu melhor momento. Nos últimos meses, Ronaldo vem convivendo com lesões e problemas de peso, o que não é bem aceito nas arquibancadas do Santiago Bernabéu. Ainda assim, o volante defende o colega de Real e seleção brasileira.
“Ele não tem que demonstrar nada. É um dos melhores do mundo, ainda que sem marcar gols. Infelizmente, os atacantes sempre sofrem mais pressão que os demais jogadores”, justificou.