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Futebol

Embu: responsável pela penhora de parte do Parque São Jorge

Arquivo Geral

07/12/2006 0h00

Um jogador com passagem discreta pelo Corinthians, emprestado a um time japonês e atualmente sem clube. De acordo com o jornal Lance!, este é o início da novela que acabou penhorando parte do Parque São Jorge, como garantia financeira de uma enorme dívida do time.

O jogador no caso é o volante Embu, profissionalizado pelo Timão em 1992 e emprestado ao Verdy Kawasaki (hoje Verdy Tokyo) ao final de 1994. O valor da negociação, que era de R$ 170 mil, não teria passado pelo aval do Banco Central, o que acabou entrando nas recentes investigações financeiras sobre o acordo da equipe com a MSI.

Descobriu-se que um posterior empréstimo de Embu ao Yomiuri Nippon no valor de R$ 220 mil também não passou pelo controle do BC. Com isso, o Corinthians acabou multado em R$ 390 mil (soma dos dois valores) em 2001, valor que chegou a R$ 1,14 milhão após dois anos de juros. Resultado: Parque São Jorge no prego.

Essa foi a solução encontrada em 2003 para barrar o crescimento da dívida, colocando o vice-presidente Nesi Curi como depositário do acordo. Desde então, o Corinthians tentou mais de uma vez – a última em março – embargar a decisão da juíza Simone Schroeder, da 11ª Vara de Execuções Fiscais, sem sucesso.

Alegou que a lei na qual foi enquadrado não se aplicava antes de 1998, quando a negociação já havia sido há tempos fechada. Ainda de acordo com o Timão, o dinheiro que deveria passar pelo BC foi repassado pela K&N Comércio e Promoções Futebolísticas Internacionais Ltda., empresa intermediária na negociação que teria depositado o dinheiro no Brasil.

“Na ação, eles enquadraram o Corinthians no artigo 1º da lei”, explicou o advogado de assuntos fiscais do clube, Sérgio Grassini. O referido artigo da lei 23.258 de 1993 refere-se exatamente à obrigatoriedade da notificação do BC em caso de transferências financeiras entre entidades brasileiras e internacionais.

“Nós fizemos um recebimento de valores de acordo com o que estava acordado”, explicou Grossini. “Como o valor era pequeno, o representante (da K&N) deve ter vindo, pago o dinheiro e possivelmente foi ressarcido pelo clube”, especulou.

A empresa que intermediou a negociação não atende mais em seu endereço original, e o Corinthians já não tem mais contato com seus dirigentes, segundo o advogado, que lamenta o crescimento da multa. “O Banco Central não quer nem saber, eles querem o valor.”

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