A briga nos bastidores entre São Paulo e Palmeiras continua. Nesta terça-feira, a diretoria do Tricolor entrou com uma representação no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol (FPF) pedindo providências sobre os fatos ocorridos no jogo de domingo no Parque Antártica.
O documento, assinado pelo advogado do São Paulo, Roberto Armelin, é endereçado ao presidente do TJD, Edmo João Gela. A representação resume os fatos ocorridos no domingo e sugere a denúncia do Parque Antártica no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desporto). A pena: perda de uma a três partidas de mando e multa entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.
Além do problema com o gás no vestiário, o São Paulo cita fatos que antecederam a definição do Parque Antártica como local da segunda semifinal do Paulistão. O presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, chegou a classificar o estádio como um “barril de pólvora”.
O Tricolor também reclama da pressão feita por integrantes da Mancha Alviverde no sorteio da arbitragem do jogo na sede da FPF. Para completar, é citada a decisão do Palmeiras em reservar menos de 10% da capacidade da Arena aos torcedores da equipe visitante.
No documento entregue ao TJD, que contém 20 itens, o São Paulo define os problemas no clássico como uma “crônica de uma morte anunciada”. Além disso, deixa claro que considera o Parque Antártica incapaz de receber eventos de grande magnitude.