Dirigir uma seleção nacional não é fácil, esteja ela ganhando, como a brasileira, segunda colocada no ranking da Fifa e detentora de cinco títulos mundiais, ou perdendo, como a França, derrotada pela Espanha com imensa facilidade em um amistoso. Raymond Domenech que o diga.
Questionado por boa parte dos torcedores franceses, mas confirmado pela federação no comando do time até a Copa do Mundo da África do Sul, Domenech admitiu estar sentindo a pressão sob seus ombros às vésperas da competição mais importante do ano.
“Estamos vivendo um momento difícil, de reestruturação, mas já sabia que a pressão seria grande, pois os treinadores vivem em estresse permanente”, minimizou o comandante dos Bleus.
Domenech comparou a atual situação francesa com a brasileira, classificando o momento do técnico Dunga como totalmente antagônico ao seu, mas não jogou a toalha com relação a fazer uma boa campanha em território sul-africano.
“Em 2006 eu olhei para meus jogadores e avisei: chegaremos à final com certeza, mas, agora, o momento é diferente, pois muitos atletas consagrados saíram e precisam ser substituídos. A França não é como o Brasil, que tem peças de reposição em todos os lugares”, argumentou o atual vice-campeão mundial.
“Apesar disso, acredito que, assim que a Copa começar, saberemos com certeza pelo que lutaremos. Será fantástico enfrentar a África do Sul, dona da casa, mas espero chegar ao terceiro jogo com a vaga já conquistada na próxima fase”, concluiu, citando o último desafio pelo Grupo A, dia 22 de junho, após enfrentar uruguaios e mexicanos.