Depois de sofrer uma tentativa de assassinato e quase morrer no último dia 25 de janeiro, em um bar na Cidade do México, o atacante Salvador Cabañas falou pela primeira vez depois da tragédia que chocou o futebol mundial. Neste sábado, o jogador do América-MEX e da seleção paraguaia mostrou-se animado a retornar às atividades o mais rápido possível, embora esteja descartado pelo departamento médico guarani para disputar a Copa do Mundo da África do Sul.
“Já posso chutar bolas e estou quase pronto para voltar a jogar futebol. Gostaria de voltar o mais rápido possível para marcar gols”, garantiu o atacante paraguaio, em entrevista concedida neste sábado ao canal de televisão mexicano Televisa.
Após deixar a UTI do Hospital Angeles Pedegral há praticamente um mês, Cabañas acabou transferido para uma clínica próxima da Cidade do México. Segundo os médicos da seleção paraguaia, o processo para o jogador retornar aos gramados poderá demorar ‘anos’, devido ao fato de o projétil ainda estar alojado no cérebro do atacante.
Sem comentar sobre seu sentimento pelo agressor, que ainda é procurado pela polícia mexicana, o jogador paraguaio externou sua emoção em ainda estar vivo e projeta já uma comemoração para o seu primeiro gol após retornar aos gramados.
“O primeiro gol será dedicado às pessoas que gostam de mim e estiveram comigo, pessoas de quem gosto muito. Em breve estarei aí, quando me recuperar bem”, afirmou Cabañas, antes de revelar sua primeira atitude ao deixar o hospital. “Quero sair daqui, levantar-me, ir para minha casa e ver meus dois filhos. Quero brincar com eles. É isso o que faria se pudesse”, complementou.
Carrasco de Santos e Flamengo na Copa Libertadores da América de 2008, Cabañas contou que já joga tênis de mesa na clínica em que se recupera, algo apontado como muito positivo pelos médicos. Animado pela resposta ao tratamento, o paraguaio não esconde a ansiedade em atuar novamente pelo América-MEX e, principalmente, pela seleção.
“Adoro as pessoas que apoiam. Ainda quero jogar e dar alegrias a muita gente. São eles que me dão ânimo, assim como meu papai e o resto da família. Já posso fazer quase tudo”, encerrou o atacante, emocionado com o apoio do mundo futebolístico a sua recuperação.