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Futebol

Em meio à disputa, técnicos refletem sobre panorama do futebol mundial

Arquivo Geral

12/01/2015 13h58

Momentos antes do início da cerimônia de gala da Fifa para premiar o melhor jogador (a), o gol mais bonito e o melhor técnico do ano, Diego Simeone, Carlo Ancelotti e Joachim Low participaram de uma sabatina com os jornalistas e analisaram algumas questões em voga no futebol mundial. Rivais na disputa por reconhecimento, os três mostraram afinidade ao falarem sobre a introdução da tecnologia no futebol e a manutenção dos elencos.

À frente do Atlético de Madri, clube que tem receitas bem abaixo em comparação aos rivais Barcelona e Real Madrid, Simeone chegou à final da Liga dos Campeões, levando a pior diante de Ancelotti, e conquistou o Campeonato Espanhol após um jejum de dezesseis anos. Reforçando a importância de se ter o elenco nas mãos para alterar a equipe sem comprometer o rendimento, Simeone fez objeções com relação ao calendário europeu.

“Realmente temos muitos jogos por ano se juntarmos a Liga dos Campeões, a Copa do Rei, a Copa da Espanha e o Espanhol, temos muito trabalho e os jogadores também tem que tomar muito cuidado com as lesões. Todos precisam se preparar muito bem para suportarem a maratona que é a temporada. O calendário exige muito e temos que nos adaptar se quisermos lutar por conquistas”, comentou o espanhol.

Impressionado com a mudança e o tempo curto no futebol, Ancelotti fez coro ao discurso de Simeone ao reclamar do calendário apertado. “Quando comecei, tinha uma semana para treinar o time antes de jogo. Atualmente isso é um sonho, se eu tenho sete dias para treinar o Real Madrid é uma sorte”, advertiu, dando maiores detalhes de como é manter um elenco repleto de estrelas em harmonia e bom funcionamento.

Um dos responsáveis por conduzir o Real a histórica conquista da décima Liga dos Campeões, Ancelotti conquistou também a Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes em 2014, aparecendo como favorito para vencer o prêmio de melhor técnico. “Minha experiência se resume em encontrar jogadores com talento e conquistar um bom relacionamento com o grupo. Quando um jogador entende que é preciso dar a equipe todas as suas qualidades, tudo se resolve. O grande jogador é um exemplo para a equipe, mas o treinador deve trata-lo como os demais”, alertou.

Tetracampeão do mundo com a seleção alemã em 2014, no Mundial do Brasil, após oito anos trabalhando à frente do plantel – desde a conquista do 3º lugar em 2006 –, o técnico Joachim Low endossou a fala de Ancelotti. “É importante o treinador tratar a todos da mesma maneira. Nos últimos dois anos, tenho percebido que a conversa é cada vez mais importante para negociar com os atletas. Na seleção, temos jogadores com muita qualidade e ambição para lutar por prêmios, mas todos colocam os objetivos do grupo à frente dos pessoais”, falou Low, aproveitando para aprovar a ideia do uso da tecnologia no futebol.

“Acho que é importante a tecnologia ser implantada no futebol porque pode decidir momentos do jogo, como a tecnologia da linha do gol. Na Copa do Mundo, vimos que os jogos tem sido cada vez mais disputado em todos os sentidos, e isso pode ajudar a definir um resultado”, comentou, lembrando-se que no Mundial do Brasil tal tecnologia foi acionada para confirmar um gol da França frente à seleção de Honduras, logo na primeira rodada.

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