Menu
Futebol

Em jogo fraco, Juventude e Vasco ficam no 0 a 0

Arquivo Geral

12/08/2006 0h00

O técnico Renato Gaúcho não cansa de dizer que o objetivo do Vasco no Campeonato Brasileiro é conquistar uma vaga na Copa Libertadores, mas neste sábado, a torcida ficou mais uma vez com a impressão de que a ferida pela perda da Copa do Brasil ainda não cicatrizou. Jogando na defensiva, sem vontade, o Gigante da Colina ficou no empate em 0 a 0 com o Juventude no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, pela 17ª rodada da competição.

O Juventude, mesmo melhor no jogo, viu o seu ataque ser inofensivo, principal o centroavante Christian, deixando a sua função para armar jogadas fora da área. Isso mesmo com os jogadores ofensivos levando ampla vantagem em cima da frágil defesa vascaína, reforçada inutilmente com o sistema 3-6-1.

Ambas as equipes chegam à segunda partida seguida sem vitória no Brasileirão. Os gaúchos foram derrotados no clássico contra o Grêmio e agora ocupam a nona colocação, com 21 pontos. Enquanto isso, os cariocas – que vinham de um tropeço para o Paraná por 2 a 1 – ficam em sétimo, com 23 pontos.

A partida começou sonolenta na Serra Gaúcha, com as equipes optando por se pouparem diante do forte sol que pairava sobre o Alfredo Jaconi. Mesmo assim, o Juventude aparecia esporadicamente ao ataque, quase sempre através de bolas alçadas à área. A primeira chance concreta, de fato, só aconteceu aos 19 minutos.

Ernani, estreante do dia, recebeu passe na entrada da área e, sem marcação, arriscou o chute de perna esquerda. A bola quicou no gramado e por pouco não enganou o goleiro Cássio. Foi a melhor chance de gol de toda a etapa inicial.

O Vasco ia se segurando como podia. Aos 27, a equipe perdeu Diego, contundido, e o lado esquerdo virou a melhor opção para o Ju. Seis minutos depois, Christian recebeu passe dentro da área, passou fácil pela marcação de Fábio Braz e finalizou em cima de Cássio, que espalmou por instinto.

Jogando excessivamente na defensiva, o Vasco só ameaçou de vez aos 37. Amaral inverteu o jogo para a esquerda buscando Sandro. O lateral avança livre e cruza na medida para Ramon, que finalizou longe do gol de André. A alegria cruz-maltina durou pouco, visto que no minuto seguinte, foi a vez de Marcel completar um cruzamento para fora.

Na volta do intervalo, a bronca de Renato Gaúcho parece ter surgido efeito no Vasco e a equipe voltou com maior disposição. Os cariocas fecharam mais a marcação pelas laterais e o Juventude ficou sem alternativas para ameaçar. Na única chance, aos nove minutos, Christian cabeceou e Cássio fez boa defesa para manter a igualdade no marcador.

Em vantagem tática, o time da Colina colocou em campo o rápido Mádson (ex-Micão) para explorar a velocidade fornecida nos contra-ataques. O pequenino jogador – são apenas 1,60m de altura – rendeu o esperado aos 18, quando sofreu falta e cobrou forte, nas mãos de André.

A partida seguiu fraca tecnicamente, mas diferente do primeiro tempo, algumas chances foram criadas. Aos 23, Ygor arriscou o chute da entrada da área. O lance foi desviado e por pouco não enganou André. Três minutos depois, foi a vez de Marco Antonio cobrar uma falta fechada para a grande área, obrigando nova boa aparição de Cássio para aliviar de soco.

A movimentação assustou o técnico vascaíno, que colocou o volante Coutinho em campo e fechou ainda mais a partida. Mas enquanto alguns torcedores deixavam o estádio, as equipes desperdiçaram chances que poderiam mudar o jogo. Aos 33, Christian desviou cruzamento de Lauro para fora, enquanto aos 38, Ygor recuperou saída errada de Antônio Carlos e rolou para Mádson, que concluiu para fora, com o gol aberto, na melhor chance carioca da partida.

Na próxima rodada, o Vasco recebe o São Caetano, quarta-feira, em São Januário, para finalmente tentar encostar na zona de classificação à Libertadores. Enquanto isso, na quinta, o Juventude vai a São Paulo enfrentar o Palmeiras, no Parque Antarctica.

< !-- /hotwords -- >

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado