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Futebol

Em duelo de tabus, Grêmio e São Paulo decidem vaga nas quartas-de-final no Olímpico

Arquivo Geral

09/05/2007 0h00

Terminado o primeiro jogo das oitavas-de-final na semana passada, são-paulinos saíram de campo eufóricos por terem conseguido a vantagem de 1 x 0 no Morumbi. Os gremistas também festejaram, acreditando na facilidade de reverter o placar no jogo de volta. Nesta quarta-feira, às 21h45, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, os dois tricolores verão quem tinha razão para comemorar.


 


A confiança dos dois times é justificável. Afinal, Grêmio e São Paulo são praticamente imbatíveis na situação que se desenha para o confronto desta quarta-feira. No mata-mata de Libertadores, o time gaúcho já decidiu em casa dez vezes e foi eliminado em apenas uma delas: as quartas-de-final de 1997, contra o Cruzeiro.


 


Nos outros nove duelos decididos em Porto Alegre, o Grêmio passou por Peñarol-URU (final-1983), Olímpia-PAR (quartas-1995), Emelec-EQU (semi-1995), Botafogo-BRA (oitavas-1996), Corinthians-BRA (quartas-1996), Guarani-PAR (oitavas-1997), Nacional-URU (oitavas-1998), River Plate-ARG (oitavas-2002) e Olímpia-PAR (oitavas-2003).


 


A força histórica do São Paulo também é enorme. A equipe do Morumbi, por exemplo, jamais perdeu um jogo contra times brasileiros fora de casa em mata-mata na competição sul-americana. No cômputo geral, o São Paulo jogou sete playoffs contra brasileiros e também só foi superado uma vez, ironicamente em Porto Alegre, ano passado, na final contra o Internacional.


 


Os seis triunfos do time paulista foram contra o Criciúma-BRA (quartas-1992), Flamengo-BRA (quartas-1993), Palmeiras (oitavas-1994-2005-2006) e Atlético-PR (final-2005). Além do ótimo retrospecto contra brasileiros na Libertadores, o elenco são-paulino tem procurado lembrar especialmente da campanha de 2005 na competição, quando passou por Tigres-MEX e River-ARG decidindo fora de casa antes de vencer a final.


 


“A nossa situação atual nos faz lembrar muito daquela da partida contra o River Plate, em 2005. Também tínhamos uma pequena vantagem, mas fomos lá e conseguimos um grande resultado”, disse o volante Josué, lembrando que a torcida gremista apóia sua equipe até o fim, como fazem os argentinos.


 


Nos dias que antecederam o jogo, Muricy Ramalho chegou a treinar um esquema com três zagueiros, sacando do time o ofensivo lateral Ilsinho e deslocando Souza para a direita. O comandante são-paulino, porém, não adiantou a escalação.


 


No entanto, Muricy confirmou que Dagoberto estará no banco de reservas. “Nós estamos cuidando dele porque não podemos querer tudo do garoto em pouco tempo. O Dagoberto teve muitos problemas de ser afastado no Atlético-PR e não voltar em condições ideais. Ele está certo em querer voltar 100% e nós temos que ouvir o atleta. No momento certo ele vai passar a começar as partidas”, disse.


 


O clima também é de mistério no Grêmio. Campeão gaúcho no último domingo, o time quase não teve tempo para descansar. Concentrados em tempo integral, os jogadores só correram na segunda-feira, antes de participarem da festa dos melhores da competição estadual.


 


O volante Lucas foi vetado para o jogo e Amoroso provavelmente ficará como opção apenas para o segundo tempo. “Apesar da vantagem do São Paulo, o momento emocional está muito positivo para a gente por causa da conquista do título”, disse Tcheco, que está animado com a venda de ingressos para o confronto da Libertadores. “Com a presença total da torcida, tenho certeza que não sentiremos o cansaço após termos jogado a final do Campeonato Gaúcho”, completou.


 


O jovem Carlos Eduardo, de 19 anos, entra muito motivado na partida. Depois de receber o prêmio de revelação do campeonato regional, o atacante renovou seu contrato com o Grêmio até 2012.

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