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Futebol

Em dificuldade financeira, atual campeão assina termo de compromisso e vai em busca do bi

Arquivo Geral

15/01/2013 9h05

Rafael Moura

rafael.moura@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Depois de ser ameaçado pela Federação Brasiliense de Futebol (FBF) de ficar fora do Campeonato Brasiliense de 2013, o time do Ceilândia chegou a um acordo com a entidade e entra otimista para defender o título do Candangão.

 

Com um elenco rejuvenescido em comparação ao do ano passado – a média de idade dos jogadores é de 28 anos -, o Gato Preto segue liderado pelo atacante Dimba. O veterano vai para a sua terceira temporada no clube, dando continuidade a um projeto audacioso que conta com a construção de um Centro de Treinamento e a participação da equipe em competições nacionais. 

 

“É lógico que para fazer futebol você precisa de um mínimo de estrutura possível, e o Ceilândia se preocupa com isso. Montou um belíssimo Centro de Treinamento, que já oferece condições ideias para fazer os trabalhos do dia a dia. Isso ajuda, porque o atleta pode trabalhar com tranquilidade, o treinador pode cobrar e o atleta sempre procura dar algo a mais”, ressalta o camisa 7.

 

Acostumado a ser artilheiro por onde atuou, com uma passagem marcante pelo time do Goiás em 2003, quando foi artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro, com 32 gols marcados, Dimba acredita que o Campeonato Brasiliense será disputado. 

 

“A expectativa é muito boa, porque é um campeonato bem nivelado. Todos os times estão fazendo boas contratações, se reforçando e quem vai ganhar com isso é o público de Brasília. A gente vai continuar com o mesmo trabalho que começou em 2010. O resto vai fluir com naturalidade”, completa o goleador.

 

Velho conhecido

Apesar de afirmar que terá mais trabalho do que nos últimos anos, o treinador Adelson de Almeida foi atrás de um reforço conhecido dos torcedores de Brasília.

Com passagens pelo time do Gama e também no rival Brasiliense, o meia Rodriguinho será o maestro do Ceilândia neste ano. Ele busca o recorde de troféus da competição: tem nove e quer chegar ao décimo.

 

Ceilandense

Entre os times mais modestos, o Ceilandense não economizou na montagem do elenco para 2013. Sem poder de compra no cenário local, o Rubro-Negro usou a criatividade para tentar surpreender os vizinhos ricos da cidade. Somente para este Candangão, a equipe comandada pelo técnico Luciano Reis se reforçou com nada menos do que 15 jogadores, todos eles com origem no futebol baiano. 

 

Durante a pré-temporada, o Ceilandense mostrou um pouco de sua força ao bater a seleção da cidade de Padre Bernardo (GO) por 4 x 0. Embora o adversário não inspirasse tantas dificuldades, o treinador Luciano Reis gostou do que pode observar de seus atletas. 

 

Mudança

Um dos pontos negativos para o Rubro-Negro da Ceilândia este ano será o local onde mandará os jogos. Acostumado a atuar ao lado de casa, no Estádio Abadião, a equipe de Luciano Reis não terá o torcedor como força extra em 2013. Isso porque o palco de anos anteriores está passando por reformas e o novo endereço será o Serejão.

 

Na casa do Brasiliense, o clube irá fazer sua estreia no próximo dia 20, diante do Unaí-MG, atual campeã da Série B local. 

 

Fogo-DF confia em peneira e base alheia

Aos poucos, o Botafogo-DF vai colocando os pés nos chão. Sem nenhum reforço que fez história pela matriz carioca – nada de Sérgio Manoel, Carlos Alberto e muito menos Túlio Maravilha –, o Glorioso candango entra na competição doméstica com uma folha salarial enxuta e com uma equipe bem modesta em relação aos outros anos, quando surgiu no cenário local cheio de pompas.

 

Com a mudança de comando, o presidente do clube, Samuel Rodrigues, não conseguiu grandes investidores. Para a competição local, além do zagueiro Rodrigo Melo, que teve passagem pelo Brasília, e do atacante Keké, ex-xodó da torcida do Gama, a equipe não conta com outros nomes que tiveram um histórico positivo dentro do futebol local.

 

Para formar o elenco visando o Campeonato Brasiliense, o Botafogo-DF apelou para a tradicional peneira. Depois de selecionar valores, adicionou ao elenco alguns atletas das categorias de base do Brazlândia. Apesar do início em marcha lenta, sem muito barulho, o plantel do Alvinegro onha em chegar pelo menos nas fases decisivas da competição local. 

 

“A semifinal é o mínimo que podemos brigar. Nenhum time pode entrar dentro de campo já derrotado, e vamos atrás do nosso objetivo, que é passar de fase”, disse o treinador Marçal.

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