Já regularizado na CBF, Marcelo Mattos reestreia nesta quarta-feira contra o Coritiba. Na volta ao Corinthians, o volante que ficou marcado na primeira passagem por sua marcação revela ter perdido um pouco desta característica em dois anos no Panathinaikos. Mas garante não ter perdido outro símbolo de seu futebol: a raça.
“Em um time grande como o Corinthians não tem como não ter raça, não fazer de tudo pelo time”, alegou o camisa 6, prometendo recuperar o quanto antes seu estilo. “Posso ter perdido um pouco da marcação que eu tinha no Brasil porque você começa a trabalhar outras coisas e fica para trás. Mas com este esquema tático vou recuperar.”
No esquema tático montado por Mano Menezes, Mattos ocupa a vaga que era de Cristian, vendido ao Fenerbahce em julho. No único coletivo na equipe, o recém-contratado fez parceria com Elias à frente da zaga, ouvindo seguidas orientações do técnico para cobrir a descida dos meio-campistas.
Bastou esta atividade para os novos companheiros relembrarem do perfil do jogador vindo da Grécia. “O Marcelo saiu daqui muito bem, ficou duas temporadas fora e volta com muita vontade de jogar. Ele já mostra potencial nos treinos, é sempre aguerrido, não tem moleza, sempre querendo mostrar serviço”, analisou Paulo André.
Com disposição e mostrando estar em forma, o volante se animou com o treino realizado na sexta-feira, em Itu. “Eu me senti muito bem pela primeira vez treinando 11 contra 11. Estou muito feliz, fisicamente estou bem e até acrescentando algumas coisas para, se tiver a oportunidade, estrear bem contra o Coritiba”, disse Mattos, tentando colocar em dúvida sua escalação.
“Foi apenas um coletivo, né? Claro que é difícil se adaptar, entrar no esquema em 15 dias. E ainda não tem nada definido. Estou à disposição para jogar onde o treinador quiser, mas tenho até quarta-feira para saber se vou estrear”, completou o camisa 6, à espera de uma movimentação tática nesta segunda-feira e até algum trabalho na véspera do jogo para acreditar que será titular no Sul.
Quando Mano confirmar a reestreia de seu último reforço, pode esperar mais qualidade na saída de bola do que tinha o volante vendido pelo Timão em 2006. “Saindo do seu país, a gente procura melhorar algumas coisas além da experiência de vida. Na parte profissional, se aprende muitas coisas porque se trabalha com treinadores europeus e você pode ganhar com isso. Vou levar para dentro de campo o que aprendi lá”, prometeu Mattos.