Uma das maiores preocupações na carreira de um atleta é o controle do que diz fora de campo. Uma declaração polêmica pode render complicações por um longo tempo. Mas e quando o problema surge por culpa de um familiar ou de alguém com quem trabalha junto? Tanto em redes sociais como em entrevistas, pessoas próximas aos boleiros já causaram dores de cabeça por conta de comentários comprometedores.
Na semifinal do Campeonato Mineiro entre Atlético-MG e Tombense, Guilherme sentiu isso na pele. Bastava tocar na bola que o atacante foi alvo de vaias de alguns torcedores, apesar do bom desempenho na goleada por 5 x 1.
Tudo por conta do que disse o empresário dele, Sérgio Suarez, insatisfeito pelo fato de que o cliente não é titular e atua como meia. A torcida não gostou, mas a diretoria fugiu da polêmica ao afirmar que não ouviu do próprio Guilherme qualquer tipo de insatisfação. O próprio jogador também desconversa sobre as vaias. “Isso é normal, jogar no Atlético-MG é uma grande responsabilidade”, respondeu aos repórteres depois da semifinal.
Casos de família
Saia-justa pior enfrentou no São Paulo o goleiro Dênis, pois teve que se explicar a Rogério Ceni. Pelo Twitter, a mulher dele, Carol Paes, disparou contra o ídolo depois de um dos gols sofridos contra o The Strongest, da Bolívia, pela Libertadores. “Rogério Ceni falha no primeiro gol!!! Ele não dá chance nem para a mãe dele…”, reclamou sobre o fato de que o marido é reserva no Tricolor paulista. Dênis teve de se desculpar depois pela opinião de Carol.
Na mesma rede social, também por conta do comentário da mulher, Jean acabou numa situação constrangedora com Marcos Rocha, quando ambos defendiam a seleção brasileira. No mês passado, na tentativa de defender o marido como lateral titular contra o Chile, Mariana Moreira esbravejou contra torcedores do Galo no Twitter. “Você é digno de pena, querido. Marcos Rocha, quem é? Joga onde?”.
Por acreditar que o volante do Flu não pensa assim, o lateral do Atlético-MG minimizou as críticas em nota oficial.
Empresário explica sua função
O imbróglio ocorrido entre Guilherme, seu empresário Sérgio Suarez, o Atlético-MG e a fanática torcida do Galo pode prejudicar realmente a carreira do meia-atacante, revelado pelo arquival Cruzeiro, mas com passagem irregular no exterior antes de retornar a BH.
Empresário de diversos jogadores, Eduardo Uram falou com o Jornal de Brasília sobre a relação em geral entre sua função e clubes. “Não vou falar sobre o caso do Guilherme especificamente”, disse o marrento empresário, para em seguida perguntar: “Quem é o empresário dele?” Ao ser informado que Sérgio Suarez é quem toma conta da carreira do atleta, Uram retrucou: “Não sei nem quem é. E os bons, eu conheço.”
Menos língua afiada
Depois de entender o propósito da reportagem, Uram explicou de maneira bem clara como funciona a relação. “O empresário precisa entender que existe uma linha imaginária em sua frente e ele não pode transgredir. Isso significa que levamos o jogador ao clube, mas depois não podemos nos meter em escalação, decisão da comissão técnica nem em decisões da diretoria”, explicou o empresário.
Ao ser questionado sobre o que deve ser feito, como por exemplo, evitar entrevista, Uram falou: “Ninguém vai me podar porque não sou planta. Mas temos que cuidar dos contratos, cláusulas e da imagem de nossos atletas. E saber o nosso limite”.