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Futebol

Elenco evita Nobre, mas fala com gerente e pede convicção por Kleina

Arquivo Geral

22/11/2013 9h20

Na campanha declarada pela permanência de Gilson Kleina, o elenco tem agido longe da sala do presidente Paulo Nobre. Além de entrevistas posicionando-se a favor do técnico e dos gritos nos vestiários do Pacaembu para o chefe ficar, a relação com a diretoria do Palmeiras tem ocorrido mais em conversas informais com o gerente de futebol Omar Feitosa.

 

“Estamos sempre juntos no dia a dia, em viagens, principalmente com o Omar, que tem um contato mais direto com o pessoal da direção. Conversamos sobre tudo, não só de futebol, e seria hipocrisia falar que nunca tocamos no assunto sobre o Gilson”, admitiu Fernando Prass, um dos líderes do grupo.

 

Os jogadores, contudo, querem mostrar que não desejam apenas a continuidade do treinador. A intenção é buscar o melhor para o clube. Por isso, o pedido público de Prass é que a diretoria não opte por renovar com Kleina sem garantir apoio a ele durante toda a temporada.

 

“Eles sabem a posição do grupo, mas a diretoria precisa ter convicção do que faz porque, no futebol, a cobrança é muito grande. Precisam de convicção para manter o treinador. Que tenham convicção de que o Gilson é o melhor para nós no ano que vem”, declarou o camisa 25, que ouviu de dirigentes a versão de que faltam só ajustes em tempo de contrato, salário e planejamento com Kleina.

 

O recado, porém, continuará sendo dado ao presidente só através da imprensa. “Não fomos à sala do Nobre porque cada um tem sua função e existe hierarquia. Nenhum dirigente entra em campo para dizer como tenho que defender ou como o Gilson tem que armar o time. Então, não podemos entrar na sala dele e dar opinião”, falou Prass.

 

O apelo maior, entretanto, é por rapidez na definição do técnico do Verdão no ano do centenário, até por respeito ao profissional que conquistou por antecipação a Série B deste ano. “Quanto mais tempo demoram para renovar, novos nomes vão surgir. A cada dia que passa, o terreno fica mais fértil para especulação”, alertou Prass.

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