Depois de perder a queda-de-braço com o Fluminense pela contratação do lateral-direito Neto, que estava na reserva do Santos, e de fracassar nas tentativas de contratar Marcos Tamandaré, do Sport, Carlinhos, do Avaí, e Paulo Sérgio, do Ituano, a diretoria do Botafogo desistiu de contratar um jogador para a posição e considera que o elenco está fechado para o restante da temporada.
"Infelizmente as nossas tentativas não surtiram efeito. Com o Neto aconteceu aquilo tudo que a gente já sabe. Depois tentamos o Marcos Tamandaré e o Paulo Sérgio, mas seus clubes não aceitaram dar a liberação, pois só contavam com eles para a posição. Portanto, as opções deixaram de existir e o elenco está fechado, salvo alguma modificação que fuja do nosso controle neste momento. Não adianta contratar um jogador apenas por contratar. Tem que ser alguém que chegue para resolver", disse Rivadávia Corrêa, diretor de futebol do Botafogo.
Cuca, técnico do Botafogo, parece convencido de que realmente não terá maiores opções para o setor e mostra conformismo com a situação. Apesar disso, concorda com a diretoria de que um reforço deve ser contratado apenas se for para entrar bem na equipe ou ao menos ter condições de brigar pela posição.
"Não adianta contratar por contratar. O Botafogo precisa de peças de reposição como qualquer equipe, mas sabemos que a diretoria não vem medindo esforços. Hoje contamos com o Ruy, que vem subindo de produção, e com o Joílson, que é um atleta que, apesar de ser meia, tem dado conta do recado quando cai pela lateral. Vamos apostar neles se não acontecerem contratações", disse Cuca.
As carências do elenco não se limitam à lateral direita. No meio-de-campo, sem Zé Roberto, que se recupera de um estiramento muscular na coxa direita, e longe de ter Lucio Flavio, que se recupera de cirurgia no joelho direito, o setor de criação ficou carente, como se pode verificar no empate por 1 x 1 com o Fluminense na estréia das duas equipes na Copa Sul-Americana. Além disso, Joílson está lesionado.
Para agravar todos os problemas, Diguinho, que jogou mais adiantado contra o Fluminense, e o artilheiro Lima, que foi testado na posição no primeiro tempo, deixaram a partida diante do Tricolor com fadiga muscular e passam a preocupar para o clássico deste domingo, às 18h10 (de Brasília), contra o Flamengo, no Maracanã, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com isso, o treinador decidiu que só vai anunciar no vestiário, minutos antes da partida, a escalação que vai a campo. Se Diguinho não atuar, Alê entra na função.
No ataque, Wando poderá ocupar a vaga de Lima no caso de veto ao titular. Para a criação, uma dúvida. Jefferson Feijão poderá ser mantido ou Bill entrar na lateral esquerda, com Júnior César sendo deslocado pelo meio. "O Júnior César caindo pelo meio foi uma boa opção no segundo tempo do jogo contra o Fluminense, pois melhorou o poder de criação da equipe e só não ganhamos porque pecamos nas finalizações e porque o adversário teve os méritos ao se fechar muito bem na defesa", analisou Cuca, dando a entender que poderá usar essa estratégia também no sentido de surpreender o Flamengo no domingo.
Com isso, um esboço de time para domingo é o seguinte: Lopes, Rafael Marques, Asprilla e Juninho; Ruy, Claiton, Diguinho (Alê), Jefferson Feijão (Bill) e Júnior César; Reinaldo e Lima. Neste sábado acontecerá uma última movimentação tática, que Cuca deverá usar para tirar as suas últimas dúvidas. Em seguida começará o período de concentração para o clássico. Com 30 pontos conquistados, o Alvinegro precisa vencer para encostar definitivamente na zona de classificação para a Copa Libertadores do próximo ano.
DIGUINHO
O meia Diguinho evitou polemizar com Juliano, do Fluminense, que o atingiu no primeiro tempo do clássico e acabou expulso. "Ele disse que não teve o objetivo de me atingir e tenho que acreditar que ele falou a verdade. Mas o fato é que houve um choque e eu fui atingido", disse Diguinho.