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Futebol

Elenco aposta na seriedade da diretoria para acabar com a seca

Arquivo Geral

15/01/2013 9h20

Thiago Henrique de Morais

thiago.morais@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O torcedor gamense já não aguenta mais sofrer com a seca de títulos. A última conquista do maior vencedor do futebol local foi em 2003, quando bateu o Brasiliense à época. Depois daquilo, foram vexames e dramas, com direito ao rebaixamento da Série B para a C no mesmo ano. 

 

Na atual temporada, o torcedor sonha alto. Com uma diretoria renovada e, finalmente, com um patrocinador master, o clube espera manter os salários em dia, algo que não era comum nas gestões anteriores. Para se ter uma ideia, na última vez em que o Gama chegou à final, em 2010, os salários estavam atrasados havia quase três meses, com a torcida tendo de fazer ‘vaquinha’ para ajudar os jogadores. 

 

Daquele torneio, apenas dois jogadores fazem parte do atual elenco: o zagueiro Da Silva e o meia Kabrine. Este último jogador destacou as inúmeras mudanças por parte da gestão nesses primeiros dias de trabalho da nova diretoria do Alviverde Candango. 

 

“Mudou muita coisa nessa atual diretoria. Não que as anteriores não eram competentes, mas nessa tem um projeto sério para subir o Gama, recolocar no lugar que tem que ser”, aponta Kabrine, que fez parte do elenco de três anos atrás. 

 

Sem vaga

Hoje, a exemplo de quase todos os clubes do DF (com exceção do Brasiliense, garantido na Série C), o Gama precisa vencer o Candangão para ter uma vaga assegurada na Quarta Divisão do Brasileiro – ou ao menos chegar à decisão contra o arquirrival amarelo. 

 

É bem verdade que existe a possibilidade, em caso de desistência de algum clube de Goiás, de um time local conquistar outra vaga na falida competição. 

 

Os jogadores do alviverde, no entanto, se negam a dizer que o time irá brigar apenas pela vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, mas sim pelo tão sonhado título, que colocará fim ao jejum de conquistas. “Um clube com a imensidão do Gama não pode ficar sem títulos. Vamos fazer de tudo para conquistar”, agregou Kabrine. 

 

Capital admite luta para não cair

As promessas antes do início da temporada eram de um Capital forte, com direito a presença de investidores. Chegou-se até mesmo a cogitar a presença do ex-presidente do Gama, Carlos Macedo, como um dos homens-fortes do clube. Mas, às vésperas do Candangão, o dinheiro tão sonhado não veio e o técnico Gérson Vieira teve que montar um elenco com vários jogadores locais e às pressas.  Isso o faz crer que a briga do clube é justamente contra o rebaixamento. 

 

O ex-zagueiro de Gama e Brasiliense, no entanto, confia em uma boa campanha. “Temos um time bom, montado dentro do esperado. Mas nossa intenção é ficar longe do rebaixamento”, admite o comandante Gérson Vieira.

 

No ano passado, o treinador fez um bom trabalho com o Gama, mas foi demitido por não conquistar a classificação à próxima fase e brigas internas. Segundo o próprio treinador, com exceção de Sobradinho, Brasiliense, Luziânia, Gama e Ceilândia, todos os demais brigarão para não terem que disputar a Segunda Divisão em 2014. 

 

Amistoso

Os resultados da pré-temporada foram animadores. No último domingo, jogando em Goianésia, o Capital venceu por 4 x 1, o que aumentou as expectativas do treinador para a competição local. 

 

“O resultado nos deu uma confiança maior para o início do campeonato, pois vencemos bem um time que jogará a elite do futebol goiano. Agora, temos que colocar em prática em um jogo valendo”, destacou Gérson Vieira. 

 

Como prova de fogo, o Capital terá como seu primeiro adversário o Sobradinho, time de maior investimento do Candangão, fora de casa. “Esse é um jogo difícil, mas não impossível. Vamos querer tirar pontos deles. Nosso intuito é complicá-los o máximo possível, pois não há time imbatível no campeonato”, destacou Gérson Vieira.

 

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