Intrigas, armações, sexo, cartas reveladoras, mandados de Justiça e acusações. Em um roteiro de filme ou novela todos esses ingredientes seriam pertinentes. Porém, é cercado dessas polêmicas que as eleições presidenciais do Coritiba, marcadas para este domingo, chegam em sua reta decisiva.
Tentando conseguir apoio para a chapa da situação, encabeçada por João Carlos Vialle, o atual presidente, Giovani Gionédis, enviou aos sócios do clube uma carta com acusações contra Domingos Moro, da oposição. O documento relata supostos problemas morais, além de um CD onde o ex-jogador das categorias de base do Coxa, Thiago Santos, confessaria ter tido relações sexuais com o candidato.
Gionédis garante que só tomou essa atitude para impedir que alguém sob suspeita assuam o comando do Coxa. “Não é nada pessoal contra o Moro. Fiz um comunicado oficial, como presidente, em papel timbrado do clube, com a intenção de defender a instituição. Não fiz nada de errado. Isso já causou muito prejuízo ao Coritiba”, garantiu em reportagem do jornal Tribuna do Paraná.
Porém, Moro, advogado conceituado no direito esportivo, rebateu as afirmações e conseguiu proibir judicialmente a divulgação do documento, além de entrar com queixa-crime contra o presidente. “A maior prova de que nada disso é verdade é que fui convidado por esse mesmo presidente (Gionédis) a voltar ao Coritiba no início de 2007”, lembrou.
O candidato garante ter provas de que o escândalo foi armado na época em que ainda fazia parte da diretoria e vai continuar na disputa. “Mesmo que fossem reais, essas mentiras só dizem respeito ao aspecto particular. Pensei no porquê de expor o nome do Coritiba a tudo isso, e por que não posso ser candidato”, finalizou Moro.
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