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Futebol

Edmílson avisa Pierre: ir à Arábia é pedir para ser esquecido

Arquivo Geral

03/08/2009 0h00

A proposta recebida pelo volante Pierre para atuar no Al-Shabab, dos Emirados Árabes Unidos, deixou o jogador na dúvida: continuar no clube onde é ídolo da torcida e pode se sagrar campeão brasileiro, ou fazer a independência financeira em um país de pouca expressão no esporte? Com o peso da experiência, Edmílson aconselhou o companheiro de posição a escolher a primeira opção.


Segundo ele, uma das coisas que o camisa 5 do Verdão deve analisar é se a experiência profissional no exterior vai valer a pena. “Na minha opinião, jogar na Arábia é pedir para ser esquecido. Eles pagam muito bem para quem tem nome, que é o caso do Juninho Pernambucano. Aqui, o Pierre é um dos jogadores mais badalados com a torcida. Eu não indicaria”.


“Ir para a Arábia para ganhar um pouquinho a mais…”, continuou Edmilson. Com Pierre, no entanto, a dúvida persiste. O jogador se reúne com seu empresário, Luiz Alberto Oliveira, ainda nesta segunda-feira para tomar conhecimento da proposta e, então, começar a decidir seu futuro.


“Não dá para saber se é melhor ou não. O coração pede para ficar, mas tenho que pensar na independência financeira da minha família. Vou me reunir com o Luiz hoje a noite para ver, mas não posso ficar muito bitolado nisso, senão perco o foco”, afirmou o atleta, antes de fazer os trabalhos físicos junto com o restante dos titulares do Palmeiras na Academia, na tarde desta segunda-feira.


Edmílson conhece bem a vida longe do Brasil, mas em grandes centros. Ficou oito anos na Europa, onde atuou por clubes como Lyon, Barcelona e Villarreal, conquistando 13 títulos ao todo. No Velho Continente, se valorizou e chegou à seleção brasileira. Segundo ele, Pierre não terá essa oportunidade atuando pelo Al-Shabab.


“Tenho procurado passar os prós e os contras para ele. Agora vai da conversa dele com a diretoria, com o empresário e com a família. Mas o Pierre tem dado resultado no Palmeiras e merece ser valorizado”, complementou o pentacampeão mundial, que, apesar disso, admite: não teve essa postura quando deixou o Brasil em 2000.


“Eu sou suspeito para falar, porque quando saí do São Paulo, em 2000, fui para o Lyon, que era um time desconhecido na Europa. Eu assumi o risco mas, hoje, não trocaria esse momento do Palmeiras por time nenhum”, opinou o jogador.

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