A derrota por 3 x 0 para o Flamengo, domingo, no Mané Garrincha, em nada abalou o humor dos atleticanos – ao menos foi essa a impressão deixada por eles ao puxar incansáveis gritos de “É campeão”, em referência ao título inédito da Taça Libertadores.
A euforia perdura onze dias depois, mas já causa preocupação na comissão técnica e nos próprios jogadores do clube. Atualmente imerso na temida zona de rebaixamento, o Atlético-MG exibe a pior campanha de reinício no Brasileirão entre os últimos quatro times donos do troféu da Libertadores.
Em 2010, o Internacional deu a volta olímpica sobre o Chivas, do México, em 18 de agosto. Três dias depois, o Colorado entrou em campo pelo Brasileiro e somou seu primeiro ponto pós-título: 1 x 1 diante do Atlético-GO. Nos dois jogos seguintes, vitória por 1 x 0 sobre Avaí e Botafogo.
No ano seguinte foi a vez de o Santos ser campeão sul-americano ao derrotar o Peñarol, no dia 22 de junho. A volta ao Brasileiro ocorreu sete dias depois, com derrota: 2 x 1 para o Figueirense. Na rodada seguinte, o time da Vila se recuperou e bateu o América-MG por 1 x 0.
Até então o último a sentir o gostinho da Libertadores, o Corinthians também voltou aos trilhos rapidamente. Após derrubar o Boca Juniors na decisão, em 4 de julho, o alvinegro paulista foi a campo três dias depois e empatou: 1 x 1 com o Sport, fora de casa.
Alerta
Ainda extasiado pelo feito, o técnico Cuca parece ter aberto os olhos. Ciente da situação complicada, ele avisou: “Talvez a gente tenha a volta de um ou dois contra o Botafogo, mas esse pessoal é o mesmo que quarta-feira (amanhã) tem a obrigação de vencer, porque não é normal a situação que a gente se encontra.”
Para o comandante atleticano, a perda de jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Jô e Bernard afetou o rendimento. “É a terceira derrota pós conquista, não é normal, mas a gente perde jogadores pontuais e isso faz muito diferença. Mas a gente não pode achar culpados nesse momento”, amenizou.