O ingresso para assistir ao duelo entre Flamengo e Atlético-MG não foi a única coisa que saiu caro para o torcedor na tarde de ontem. Não bastasse os bilhetes na faixa de R$ 50 e R$ 260, rubro-negros e atleticanos tiveram de ter muita paciência até para beber água.
Os problemas já começam ao lado de fora da Arena. Embora os portões sejam bem sinalizados, o acesso a eles é feito por poucas entradas, que estão muito mal sinalizadas. Isso porque grades cercam todo o estádio e muitos torcedores têm de dar a volta quase completa para encontrar o ponto acessível.
Descaso
Dentro, a situação também está complicada. Em uma das faixas superiores do Estádio Mané Garrincha, dos cinco bebedouros à disposição, apenas um funcionava. Embora o estádio padrão Fifa tenha custado aos cofres públicos R$ 1,8 bilhão, a manutenção é bastante falha.
Em outros setores a dificuldade era a mesma. Prova disso é que na volta do intervalo várias cadeiras antes ocupadas ficaram vazias até os primeiros cinco minutos – isso porque era grande a dificuldade para comprar lanches e bebidas. Os banheiros também apresentavam problemas. Alguns mictórios estavam entupidos, o que aumentava a fila, além da falta de papel.
Na área da imprensa, outro descaso. Mesmo recebendo uma partida em 14 de julho – 21 dias de intervalo –, o cenário era de abandono. A poeira tomava conta das bancadas e os cabos que serviriam de acesso à internet eram meros enfeites.