Petronilo Oliveira
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Como adiantou o Jornal de Brasília, o ‘destaque’ do início do Candangão esteve fora das quatro linhas: a arbitragem. O abandono de Luciano Almeida do cargo de presidente da Comissão de Arbitragem do DF e a queixa impetrada pelo Brasiliense contra o homem do apito Rogério Bueno, devido a uma cabeçada no atacante Romarinho, foram mais mencionadas do que o apresentado pelos jogadores.
Para continuar a baderna, o sorteio que deveria ter ocorrido na quarta-feira foi realizado apenas ontem. O presidente da Federação Brasiliense de Futebol (FBF), Jozafá Dantas, e José Caldas, interinamente no comando da arbitragem, tiveram o mesmo discurso.
“Eu estava em uma reunião no horário marcado – 15h –, e não pude comparecer. Os clubes pediram que eu estivesse presente. Por isso foi adiado, mas não tem problema legal, visto que a ordem é que esta seja realizada com 48 horas de antecedência”, justificou Dantas.
Nada de geladeira e ataque
Acusado de prejudicar o Brasiliense no duelo contra o Brasília, o árbitro Rogério Bueno sequer participou do sorteio. Entretanto, o presidente interino da Comissão de Arbitragem garante não ter nada a ver com a acusação feita pela agremiação do ex-senador Luiz Estevão.
“Temos treze árbitros totalmente aptos para comandar os jogos. Então, fazemos um revezamento. Desta vez, tirei três da escala. Na próxima rodada, o Rogério fará parte do sorteio”, assegura Caldas.
Segue indefinido o nome de quem ocupará a presidência da turma do apito. Enquanto isso, uma fonte lembrou que Caldas liderou greve contra a antiga cúpula e garante que ele não fará bom trabalho. “Eu era contra mesmo. Tanto que estou fazendo renovando. Um exemplo é o Sávio Sampaio, que fará sua estreia na elite”. Sávio é irmão de Wilton, eleito o melhor árbitro do Brasileirão de 2012.