Petronilo Oliveira e Ian Ferraz
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No dia 8 de julho de 1997, o atacante Dimba ficou conhecido nacionalmente por dois motivos distintos. O camisa 7 atuava pelo Botafogo-RJ, quando marcou o gol do título carioca diante do Vasco. Na comemoração, o jogador comeu a grama do Maracanã. Quinze anos depois, na Cidade do Gato, o folclórico centroavante reencontrou um amigo e ex-companheiro na conquista do Glorioso: o também atacante, Zé Carlos.
Na ocasião, as estrelas eram o goleiro Wagner, o meia Djair, o atacante Sorato e Joel Santana, hoje contestado no comando do Flamengo. Desde então, Dimba passou a ser conhecido, atuou pelo Flamengo, saiu do Brasil, foi artilheiro do Brasileiro de 2003, pelo Goiás. Enquanto Zé do Gol seguia outros rumos, como o futebol boliviano e português.
No reencontro da dupla, visto que Dimba voltou a treinar ontem com o grupo do Ceilândia, o camisa 7 elogiou seu ‘novo’ companheiro de ataque. “Conheço o Zé Carlos muito bem. Fomos campeões no Botafogo. Moramos juntos em General Severiano. É de jogadores como ele que o Ceilândia precisa para ser campeão”, ressaltou.
Com astral mais elevado do que Dimba, Zé do Gol começou a brincar antes mesmo de dar entrevista. “Vocês não vão ficar somando a nossa idade, né? Se for, nem vamos tirar fotos juntos”, sorriu. Ao lembrar os momentos com Dimba, ele voltou a falar sobre a fase de glória no Botafogo: “Antigamente, General Severiano não era lá essas coisas. A concentração era feita para os juniores e para os jogadores que vinham de fora. Moramos junto com outros caras de nome, como o meia Djair e o lateral-direito Wilson Goiano.
“Mas era bom demais o lugar. Perto do Canecão. Próximo ao centro. Cheio de lugar bom para a gente ir. Melhor ainda está hoje em dia. Estive lá recentemente e as condições estão muito melhores”, comentou Zé do Gol.
Pouco antes de Adelson de Almeida (técnico) apitar, sinalizando que o treino iria começar, Zé Carlos admitiu não se esquecer do gol e, muito menos, da comemoração de Dimba, no único gol do título de 1997. “Lembro dele comendo grama. A marca está até hoje no Maracanã. Nem as obras tiraram”, concluiu, correndo contra o tempo para se preparar para a estreia na Série D, contra a Aparecidense (GO). O torneio segue sem data para começar, devido a intermináveis imbróglios judiciais.